sexta-feira, 31 de julho de 2009
E até agora nada...

Malaveia, onde encontro minhas músicas

Os clássicos, então, são uma categoria à parte para mim e cada vez gosto mais deles. Vou de Chopin e Debussy a Mozart (ai, como adoro Mozart) e, recentemente, descobri o prazer das óperas.
O que escolho para ouvir? Depende. Do meu estado de espírito, do ambiente em que estou, das pessoas que estão ao meu lado, do som disponível, se posso ou não ouvir aquele som na altura que desejo. E depende, claro, do que estou fazendo no momento. Há pouco tempo descobri a Malaveia, uma rádio online e estou viciada nela. É a primeira coisa que faço quando ligo aqui este notebook. A Malaveia, com seus flashbacks (e tb. com suas loucuras mais loucas), me acompanha o tempo todo neste blog, tanto que para facilitar a linkei aqui no blog.
Se vocês ainda não conhecem, dêem um duplo clique aí à direita em "Onde encontro minhas músicas". Neste momento, os Mutantes (lembram???) me levam a viajar no tempo com "ela é a minha menina, eu sou o menino dela, ela é o meu amor, eu sou o amor todinho dela"... Mas na Malaveia nao tem só coisa velha não, pelo contrário. É antenadíssima. muito louca a Malaveia.
Depois falo mais dela aqui, mas desde já, vale o toque. Confiram que não irão se arrepender. Depois me digam o que acharam.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Oficina de plantas medicinais para crianças

quarta-feira, 29 de julho de 2009
Na torcida por Gabriel Buchmann

Gabriel tem 28 anos e é um aventureiro por excelência. Basta dizer que ele já percorreu cerca de 60 países, entre Ásia, Oriente Médio e África, sempre na base da carona e do saco de dormir. Graduado em Economia e Relações Internacionais na PUC, lá também fez o seu mestrado. Estava se preparando para o doutorado em Economia da Pobreza, na Universidade da Califórnia. Antes, porém, decidiu viajar mais uma vez, sempre com o mesmo objetivo. Entender a pobreza mais de perto.
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'Mas o melhor de tudo é que aqui na África tô conseguindo pôr em prática a viagem que sempre idealizei... hoje ficarei em hotel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais, gastando uns 2-3 dólares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram etc...tô muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grande aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo 80% dos meus gastos pra africanos pobres... e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas... esse amigo meu congolês, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal...'
terça-feira, 28 de julho de 2009
SMILE- Michael Jackson
Já passou um mês, os urubus deram uma trégua, a saudade aperta.
Anonimato e solidão



segunda-feira, 27 de julho de 2009
Será mesmo a Madonna?

Vozes da Informação
Dirigido por Jorge Brennand Jr., será um "bate-papo sem censura com os mais renomados jornalistas brasileiros. Entre os entrevistados estão nomes como Ruy Castro, Sergio Cabral, Simon Khoury, Arthur Dapieve, Nelson Hoineff, entre outros. Durante a conversa, eles relembram seus trabalhos mais importantes, revelam passagens curiosas de suas carreiras e analisam momentos marcantes da imprensa nacional.
Corporativismo médico

Depois de faltar duas vezes ao depoimento na delegacia, José Roberto Tisi Ferraz disse que quando examinou Manoela ela não apresentava sintomas de gravidez de risco. Engraçado, porque no boletim dela, o doutor escreveu “hipótese diagnóstica de trabalho de parto prematuro”. Sobre o fato de ter escrito no braço de Manoela o número da linha de ônibus e o nome do hospital (que coisa humilhante!), o médico justificou que não havia papel por perto para fazer a anotação.
domingo, 26 de julho de 2009
Ainda as fotos inéditas de Regina Lo Bianco
"Ano passado fiz uma exposição na Energisa Cultural colocando em evidência problemas gravíssimos da cidade: desmatamento, construções irregulares, poluição visual, degradação dos rios, violência, depredação do patrimônio cultural, enfim problemas urbanos típicos das cidades brasileiras. Agora, neste exato momento estou curtindo as belezas naturais da cidade e todas as suas possibilidades. Meu foco está voltado para como podemos desenvolver estas possibilidades. Por isso, não se trata de omissão mas de olhar para um outro lado."
(Regina Lo Bianco)
sábado, 25 de julho de 2009
Marisa Monte - Infinito Particular Live "Altas Horas"
Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Cony, porque não te calas?
Tem coisa mais irritante que telemarketing?
Depois que comecei a usar esta tática, ou seja, a dizer que não morava mais na minha casa, as ligações de telemarketing diminuíram consideravelmente. Vale a pena experimentar.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Uma viagem o concerto de Arthur Moreira Lima
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Sintonia e sinfonia
E ainda tem gente que diz que em Friburgo nada acontece. Já falei sobre isso aqui no blog, mas já tinha pensado em voltar ao tema até em função de um comentário feito pela Liliana Sarquis. "Claro, não estamos no Rio nem em São Paulo, mas quem diz que Friburgo não tem nada é realmente muito desinformado ou tem muita má vontade", ela disse.
Assim como a Lili, já vi músicos magníficos se apresentando para meia dúzia de pessoas. Nem os músicos da terra marcaram presença, vai entender. E não é só com música não. Já fui a uma peça com Paulo Gracindo (Paulo Gracindo, gente!) de graça no Sesc com metade da plateia vazia. Há alguns anos, atendendo a um pedido meu, o Zuenir Ventura, meu querido primo, guru e mestre veio a Friburgo conversar com a galera lá do curso de comunicação da Candido Mendes, onde dou aula. Fiquei morrendo de vergonha. Sem brincadeira, não tinha nem vinte pessoas na sala, apesar da divulgação dentro e fora da faculdade.
E não é só com gente de fora não. Lili, que sai muito mais do que eu, diz que já reparou. Os músicos locais não costumam ir aos shows de seus colegas, os artistas plásticos quase não aparecem nas exposições, assim como nossos atores e atrizes também não prestigiam as peças de teatro montadas sabe-se lá com que sacrifício, por seus colegas daqui. Agora, quando vem um global, falta lugar, tem que comprar com antecedência, pois senão a pessoa fica sem ingresso. Pode?
Liliana me contou que ao rebater o comentário de um amigo sobre o fato de Friburgo nada ter para se fazer, ele acabou por concordar, mas saiu-se com esta pérola. "É, na verdade tem, mas o que falta mesmo é divulgação". Ah, fala sério! Quem só assiste TVs do Rio e de São Paulo (temos três canais locais, gente!), não lê A Voz da Serra nem pela internet, não entra em sites locais, não ouve as rádios da terra, não vê cartazes nas ruas e, principalmente, só sabe falar (mal) da vida alheia e não conversa com ninguém sobre estes assuntos certamente não vai saber nunca o que está acontecendo.
Não falta divulgação, falta é interesse e ponto. Muitas coisas acontecem no Rio que não são nem divulgadas e ficam lotadas. O que estas pessoas querem? Que a produção vá de casa em casa convidando as pessoas???
Liliana tem toda razão. A maior parte dos que reclamam, na verdade só quer sai de casa pro oba-oba, pra dizer "eu fui ao show de fulano". Desde que fulano esteja na mídia ou seja chique dizer que gosta dele. E aí acontece o que vimos no Carmina Burana: gente que no fundo acha um saco música erudita, mas que foi só pra dizer que é culto. E a impaciência de ouvir a tal música aliada à má educação acabou por incomodar quem realmente gosta com conversas e risos, falando ao celular etc...
terça-feira, 21 de julho de 2009
Adoro um bazar chique!

segunda-feira, 20 de julho de 2009
Carmina Burana, o destaque maior do Festival de Inverno
Num comentário feito em outro post, minha amiga Liliana Sarquis classifica Carmina Burana como uma obra estranha. “Tão estranha quanto a sua história”, diz. Estranho é pouco, eu diria. Não tenho a menor idéia da história de Carmina Burana, mas concordo com Lili. Carmina Burana parece mesmo “toda quebrada, meio sem nexo, um quebra-cabeças que se fecha no final, com a (quase) repetição da roda da fortuna, a parte inicial”. Isso pra dizer o mínimo.
Em muitos momentos eu fechei os olhos e me deixei levar pela imaginação. Vislumbrei cenas, possibilidades, reminiscências, viajei geral. Nem senti o tempo passar, apesar do desconforto daquele gramado.
Embarco na onda... Feliz dia do amigo pra todos vocês!
domingo, 19 de julho de 2009
Vanessa da Mata e Ben Harper -- Boa sorte/Good Luck - VMB
Dá prá cantar junto, mas pena que o Ben Harper não veio...
Vanessa da Mata no Festival de Inverno
Fotos inéditas de Friburgo tiradas durante vôo de helicópero





Eles sobrevoaram a cidade toda e também os arredores: Conquista, Conselheiro Paulino, Mury, Vargem Alta, São Pedro, Lumiar, Toca da Onça, Rio Bonito, Macaé de Cima, Amparo... Regina disse que o que mais lhe impressionou foi a quantidade de áreas verdes. “A cidade está mesmo situada dentro de um parque. As montanhas, as matas, os rios, os vales... é tudo muito bonito! Temos áreas enormes intocadas”.
Perguntei a ela se lá de cima dava para perceber algumas das mazelas que já afligem Nova Friburgo, como a favelização e o desmatamento, mas discreta como sempre, Regininha saiu pela tangente. “A visão que temos sobrevoando a cidade é muito interessante: é possivel mapear aspectos desconhecidos, principalmente a questão do crescimento do centro da cidade”. E nada mais disse.
José de Alencar: mais uma cirurgia?

sábado, 18 de julho de 2009
Billie Holiday, My Man
Mas ela vive em mim, traz tantas lembranças boas, transborda afeto..
Eternamente Billie.
Mais um que está se lixando para a opinião pública
O senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que atualmente preside o Conselho de Ética do Senado declarou alto e bom som que não está se importando com a opinião pública. “Não estou preocupado com isso. A opinião pública é muito volúvel. Ela flutua. E quem tem muita influência sobre ela são vocês, jornalistas”. Não parou por aí. Disse que não tem medo de ser cobrado pela sociedade se as denúncias contra Sarney forem arquivadas. “Não temo ser cobrado por nada. Quem faz a opinião pública são os jornais, tanto que eles estão acabando”, finalizou, numa alfinetada desnecessária e levemente agressiva.
Na mesma hora lembrei de outro político cínico (como era o nome dele, em?) que dizia "estar se lixando para a opinião pública" (bendita internet, fui procurar e achei logo, era um deputado gaúcho chamado Sérgio Moraes, então do PTB, não sei nem quero saber que fim levou).
Tudo farinha do mesmo saco. Duro de engolir.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Uma cerâmica que é arte pura




Sim, cada um tem um trabalho individual, uma assinatura, mas muitas de suas peças são criadas a quatro mãos. Todas são lindas, aliás, muito mais que lindas, eu diria, perfeitas. Gilberto e Elizabeth não se contentam com menos. Buscam a perfeição e isso fica nítido em cada um de seus trabalhos. Os estilos, conceitos, formas, texturas, cores e grafismos, tudo é muito estudado e, sobretudo, cuidado. Estão sempre pesquisando novos insumos, óxidos, tempo de queima e cores. O resultado é esplêndido.
Não é à toa que o casal conseguiu se destacar no cenário da arte contemporânea brasileira fazendo cerâmica, segmento que aqui no Brasil muitas vezes sequer é tratado como arte, ficando a meio caminho do artesanato e do industrializado.
Não no caso de Elizabeth e Paim. O que eles fazem é arte pura e quem sabe das coisas reconhece isso. Atualmente, suas cerâmicas são comercializadas com exclusividade pela sofisticada Interni, no Jardim Botânico. (Fotos: Rômulo Fialdini)
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Está provado, elas preferem a internet!

Poia uma pesquisa recente mostrou que estatisticamente, 46% das mulheres americanas entre 22 e 34 anos, entre até duas semanas sem ter relações sexuais e duas semanas sem internet escolheram ficar sem transar. E o percentual aumenta para 52% na faixa etária de 35 a 50 anos. Entre os homens, a percentagem foi menor, apenas 30% dizem preferir internet ao sexo.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Falsos íntimos
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Evian Roller Babies international version
Bebês patinadores é o vídeo mais assistido do momento. Se você, como eu, ainda não tiver visto, não deixe de ver. A propaganda da água mineral Evian com estes bebês super fofos dançando e andando de patins é o máximo! O vídeo entrou no ar agora e já foi acessado sei lá quantos milhões de vezes. Não me canso de ver.
domingo, 12 de julho de 2009
Livro de Dom Clemente Isnard que defende fim do celibato e ordenação de mulheres causa frisson na Igreja

Pois agora fico sabendo que do alto de seus 90 anos, lúcido e ativo, Dom Clemente Dom Isnard acaba de lançar um pequeno livro que está provocando um discreto, mas profundo tremor na Igreja: “Reflexões de um bispo” (Editora Olho Dágua, SP). Dom Clemente sofreu pressões de todo tipo para não publicá-lo, mas sempre foi tinhoso e coerente. Não se deixou intimidar.
Para começar, o abade do mosteiro de São Bento, mesmo sem ter lido os originais, lhe pediu para desistir, afirmando que aquele livro lhe traria “muito sofrimento e respingos para o mosteiro".
A perseguição estava apenas começando. Dom Lorenzo Baldisseri, o Núncio Apostólico, entrou em ação e proibiu a Editora Paulus (antiga Paulinas) de publicar o livrinho de Dom Clemente. Prontamente, ele procurou outra editora, no caso a Olho Dágua.
Quando viu que o livro ia sair mesmo, o cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Oscar Scheid pediu (ou melhor, ordenou) que 14 bispos escrevessem a Dom Clemente intercedendo pela não publicação. Mas ele não cedeu.
“Eu devo um testemunho. Como diz o padre Comblin (grande teólogo da Igreja), os velhos dizem as coisas”, disse. O fato é que mesmo sem pretender atentar contra a fé católica, Dom Clemente expressa o que muitos bispos pensam e gostariam de dizer acerca de temas ainda tidos como polêmicos ou tabus dentro da igreja católica. A vocação sacerdotal não celibatária, o lugar da mulher na Igreja, as ordenações femininas, a nomeação dos bispos com participação popular e a sucessão apostólica estendida a todos os bispos.
Marcadores para esta postagem: Dom Clemente Isnard, “Reflexões de um bispo”, Editora Olho Dágua, Dom Lorenzo Baldisseri, Dom Eusébio Oscar Scheid, padre Comblin, Igreja Católica
Perfeição

Marcadores: Gian Lorenzo Bernini
sábado, 11 de julho de 2009
As cerejeiras estão de volta


sexta-feira, 10 de julho de 2009
Deborah Colker - Cruel
Quem perdeu, morra de inveja... Quem foi, pode curtir de novo...
Amigos promovem exposição para lembrar Luciano Maurício


Gostava de contar histórias sobre o tempo em que trabalhou como cenógrafo na TV Tupi e suas aventuras, desventuras, amores e casamentos, que foram inúmeros. Falava muito de Di Cavalcanti, com quem partilhou atelier durante muito tempo. Luciano contribuiu significativamente para a formação de muitos artistas friburguenses, nem tanto através de aulas, mas principalmente pela convivência.
Ainda sob o impacto de Deborah Colker
Enfim, no meio disso tudo, um alento, um bálsamo. Deborah Colker em plena terça-feira de lua cheia. Apesar do desconforto daquelas arquibancadas de madeira do Sesc (ninguém merece), tivemos direito a assistir a um espetáculo deslumbrante e que subiu a serra completo, o que nem sempre acontece. Então, com exceção do conforto, estava tudo perfeito, som, iluminação, cenário e a presença da própria Deborah, que pela primeira vez não dança e fica apenas no comando da trupe.
Cruel é bem diferente do que eu imaginei. Sei lá porque, fiquei com a impressão de que teria muito Vivaldi, o que não aconteceu. Sim, tem Vivaldi, para mim, um dos momentos mais bonitos do espetáculo, mas só por um breve momento. Até porque as cenas são todas muito rápidas, muito dinâmicas, tudo muda o tempo todo, o cenário, os figurinos, a trilha sonora, a concepção do espetáculo, enfim.
No intervalo, algumas pessoas comentavam não estar entendendo nada. Ora, ora, balé não é para entender, é para viajar na música e no movimento, acho eu. A própria Deborah falou que Cruel "não é peça, não é novela, não é libreto". Mas fica claro para qualquer um dotado de um mínimo de sensibilidade, que o fio condutor de Cruel é o amor, um olhar cruel sobre o amor, sentimentos muito conhecidos por todos nós, como ciúme, frustração, decepção, traição.
Mesmo abordando esses temas, Cruel está longe de ser um balé pesado, muito pelo contrário. É alegre, bonito e muito, muito romântico e sensual. Além de muito louco também. Impressionante o que aqueles bailarinos são capazes de fazer com seus corpos e o que Deborah Colker é capaz de inventar num palco. (Foto: Daniel Marcus)
Palavras de Deborah Colker
"O desejo é cruel. Trabalhei a condição humana do desejo, desejo que a gente não escolhe, que muitas vezes é proibido, mas que existe. Desejos que jorram dentro e a gente tem que aprender a administrar. Então, neste processo de nó, eu pensava como tem tantas coisas na vida da gente que são cruéis. A velhice, a juventude, a paixão, o amor, a traição, a rejeição, a beleza. Tanto as situações fascinantes da vida como as difíceis são cruéis".
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Tentaram corromper o Museu da Corrupção
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Para espantar o frio...

segunda-feira, 6 de julho de 2009
A Fevest já começou

Segundo os organizadores, a feira atrai todos os anos mais de 20 mil visitantes de todo o Brasil e do exterior. Sei não, acho que não vem tanta gente assim como eles dizem. Este ano, então, as empresas investiram muito menos na feira. Com isso, a dimensão da Fevest ficou bem menor, o que de maneira alguma, diminui sua importância.
Não entendo porque, com algumas exceções, os friburguenses têm mania de diminuir sua terra, de criticar os eventos que acontecem aqui, de desvalorizar os talentos e os produtos da terra. Parece que torcem pra coisa dar errado, impressionante. Estou falando isso porque tenho ouvido muitos comentários negativos sobre a Fevest e os produtos fabricados aqui. Acho isso péssimo.
Pra começar, o Pólo de Moda Íntima de Friburgo emprega sei lá quantas mil pessoas e gera produtos que hoje em dia têm grande aceitação no mercado. Aqui são fabricados não só sutiãs e calcinhas como moda-praia, noite, fitness e matéria-prima para o setor. Outro dia eu passeava no Rio Sul quando dei de cara com uma loja linda da nossa CCM, fiquei toda boba olhando a vitrine.
Voltando à Fevest, vale registrar que ela possibilita um volume de negócios bastante significativo, o que é um alento não só para as confecções como para a combalida economia friburguense.
domingo, 5 de julho de 2009
Mentira tem perna curta
Por via das dúvidas, Celso Amorim resolveu mudar seu currículo. Mandou colocar apenas "estudos de doutorado", mas até este momento, a correção não constava do site do Itamaraty. Já Dilma mandou retirar na mesma hora as "informações equivocadas" sobre seu currículo do site da Casa Civil. Na verdade, a ministra nunca foi “mestre em teoria econômica pela Universidade de Campinas (Unicamp) nem muito menos "doutoranda em economia monetária e financeira pela mesma universidade”, como constava no site. Faltou a dissertação que lhe daria o título. Ah, bom...
Da série "Gosto de ouvir conversa alheia"
Quebra de protocolo

Professor Pasquale falou e disse, mas...
sábado, 4 de julho de 2009
Chico quer ser visto e reconhecido como escritor

Posso estar sendo mais uma vez preconceituosa, mas na minha opinião, aquelas pessoas ali foram à Flip sem ingresso e também sem nunca ter lido um livro de Chico. Conheço até quem nem se interessa em ler os livros dele, já lhes basta o Chico compositor e não escondem isso. Eu acho isso esquisitíssimo. É como gostar de alguém pela metade.
Chico é um grande escritor. Li todos os livros dele, desde Fazenda Modelo, o primeiro, a Budapeste, passando por Chapeuzinho Amarelo, que dei para minhas filhas, quando eram pequenas, um livro maravilhoso para crianças. Gostei mais de uns que de outros, claro, mas o que mais gostei foi Benjamim, sobre um ex-modelo fotográfico. Só não li ainda o recém-lançado Leite Derramado, tenho tido tão pouco tempo para ler...
Sim, os livros de Chico não são como suas canções, fáceis de agradar. São bons, mas não para todo leitor. Vocês não acham que cada tipo de autor tem seu tipo de leitor? Eu, por exemplo, não leio o Saramago, que muitos acham maravilhoso. Não gosto do texto prolixo dele, daqueles parágrafos enormes, daquelas frases gigantes sem ponto. O único que li foi Ensaio sobre a cegueira e só fui até o fim porque naquela época eu tinha esta mania. Continuar a leitura mesmo se não estivesse ligada no livro. Hoje não tenho mais tempo para isso. Se não me prender, parto para outro que a fila de livros que estão me tentando é grande.
Soneto de aniversário
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
(Rio, 1942 / Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O mestre maior está na Flip

Para quem não é do ramo, Gay Talese tornou-se conhecido pelo perfil que fez de Sinatra construído a partir de várias tentativas inúteis de entrevistá-lo. Um dos trechos do famoso “Frank Sinatra está resfriado” eu me lembro de cabeça. Era mais ou menos assim: “Sinatra resfriado é Picasso sem tinta, Ferrari sem combustível – só que pior.”
Foi Talese, enfim, quem adicionou à prática jornalística elementos da literatura (descrição de cenas, diálogos e, sobretudo, o ponto de vista dos personagens), transformando o próprio repórter em protagonista de suas histórias. Uma lição que se revela cada vez mais atual nestes novos tempos. Parece óbvio mas não é. Ainda tem faculdade de comunicação obrigando os alunos a construir lides clássicos e a respeitar a pirâmide invertida ao redigir suas matérias, respondendo pela ordem, às perguntas o que, quem, quando, onde, como e porque.
Por falar em faculdade de comunicação, vibrei ao ouvir a opinião de Gay Talese sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. “Um diploma não torna você um jornalista”, disse. “O que faz alguém um jornalista e, mais do que isso, um profissional necessário, é ter posse de informações que vão influenciar as escolhas dos cidadãos de um país”, concluiu. Falou e disse, mestre.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Tem cheiro de mamata...

Ele foca a mulher por motivos óbvios. Existem muitas mulheres da paz nestes locais, líderes comunitárias que fazem de tudo para tornar melhor o lugar em que vivem. E que poderiam ser utilizadas como força-tarefa no sentido de retirar jovens do tráfico. Pelo trabalho, viabilizado pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), cada uma das "Mulheres da Paz" recebe R$ 190 mensais em troca de oito horas semanais para abordar pessoas entre 15 e 29 anos que estejam à beira da criminalidade e encaminhá-las a cursos profissionalizantes e programas sociais.
Sensacional, pensei. Muito, muito interessante. Em toda favela que se preze sempre há pelo menos uma mulher da paz. Então, era só uma questão de engajá-las oficialmente no projeto para ele dar certo. Só faltava casar o "Mulheres da Paz" com outro programa destinado a jovens em situações de risco, o que foi feito, inclusive oferecendo uma bolsa de cem reais para que frequentassem cursos profissionalizantes, como turismo, hotelaria, gastronomia etc.
Tudo muito bonito, mas... opa!!! Deparo-me, então, com alguns comentários postados aqui e ali. Bingo! Confirmei minha intuição, que me havia levado justamente a procurar de informar mais sobre o programa antes de falar maravilhas sobre ele aqui no blog.
Ao que parece, ele já nasceu bichado, um cabide daqueles grandões, enoooooooooooormes mesmo. O dinheirinho é pouco, é verdade. Mas tem muita mulher desempregada nos morros da vida querendo faturar 190 reais por mês. A corrida por uma boquinha foi grande. E teria havido muita mutreta na seleção, com direito a candidato de vereador trocando voto por vaga e tudo. Claro que muitas líderes comunitárias de verdade foram selecionadas, até para não pegar mal, mas com certeza, muitas ficaram de fora. Uma bela ideia que provavelmente não vai dar em nada, pois já começou sendo desvirtuada. (Foto: Renato Diniz)