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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Invisibilidade




Nunca esqueci de um artigo de Carmen da Silva onde ela contava que a partir de um certo momento da vida começou a sentir a estranha sensação de ter se tornado invisível para os homens. Taí um tema que dá o que pensar.

De um lado, a invisibilidade. Do outro, o excesso de visibilidade. Quando Madonna esteve no Brasil, os funcionários do hotel onde ela se hospedou eram proibidos de lhe dirigir o olhar. Não sei até que ponto isso é só frescurice de celebridade. Realmente deve ser terrível ser olhada o tempo todo, por todo mundo.

Mas estou tratando hoje aqui da invisibilidade, prima-irmã da indiferença. Comecei a sentir seus sinais lá pelos 40. De uma forma sutil, mas perceptível. Deixei de ser chamada de "gostosa" quando passava perto de uma obra ou de uma oficina mecânica, por exemplo. Minha sorte é que continuo sendo visível para quem de fato me interessa ou poderia vir a me interessar.

Sim, porque a idade é um dos principais passaportes para a invisibilidade. Assim como a gravidez, a obesidade, a magreza excessiva, a feiura, enfim, todas que fobem aos padrões estabelecidos.
Será que os homens também ficam invisíveis? Taí uma coisa que eu gostaria de saber. Talvez (eles é que não vão contar...), mas com certeza, beeeeeeeeeeeem mais tarde do que nós e só se for duro. Se tiver grana, com certeza será visto não apenas pelas mulheres, mas pela sociedade.

As gravuras que Liana, do Ignnácia, colocou no alto do post, de um artista japonês que se mistura a sua obra, ficaram perfeitas. Quem me acompanha sabe que já há algumas semanas, ela tornou-se minha parceira aqui deste blog, enriquecendo-o com as belíssimas imagens. Foi um processo informal, não combinado, mas que certamente tornou a Cris V muito mais legal, não acham?

Outro dia li um artigo na Isto É sobre o livro Homens Invisíveis – Relatos de uma Humilhação Social (Globo), de um psicólogo da USP, Fernando Braga da Costa, que resultou de um trabalho do tempo de faculdade. Um professor de Psicologia Social propôs aos alunos que assumissem, durante um dia, uma profissão exercida por pessoas mais pobres. Fernando escolheu a de gari e se surpreendeu por não ser reconhecido pelos colegas ou professores. Ninguém sequer olhava para ele. “Como gari, senti na pele o que é um trabalho degradante”, disse ele. No livro, ele desenvolve uma tese interessante, a da “invisibilidade pública”. O nome diz tudo. Os garis, faxineiros,serventes, ascensoristas, empacotadores de supermercado, os motoboys, todos eles não costumam ser “vistos” pela sociedade. Deve ser horrível.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Será mesmo a Madonna?

Ai, que horror!!! Um paparazzi inglês clicou Madonna assim quando ela saía domingo de um restaurante em Londres. O Daily Mail chegou a comparar o visual de Madonna com uma peça de anatomia e afirma que ela tem exagerado na musculação.