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domingo, 18 de outubro de 2009

Está na hora do Estadão desafiar a Censura



Já estou há dias para comentar aqui a absurda, inexplicável, surpreendente censura prévia imposta ao Estadão, que há quase dois meses é impedido de divulgar reportagens envolvendo denúncias contra o clã Sarney. Pois o que tanto tentaram evitar, isto é, a divulgação da parte que faltava do relatório da Polícia Federal, altamente comprometedora, acabou acontecendo.
A Folha de São Paulo saiu, enfim, do muro e encarou os censores do Superior Tribunal de Justiça de Brasília mostrando em detalhes jamais vistos, como funcionam as entranhas dos lobbies que atuam em Brasília. Não li a matéria da Folha, mas o Dines leu por mim e contou tudo no Observatório. Ele saúda com entusiasmo a reportagem, que classificou como 'uma verdadeira bomba' e diz que ela representou o 'despertar de uma imprensa que passou os últimos anos entretida com o seu umbigo, suas crises de identidade e seus modelos de negócios'.
Considerando que as denúncias anteriores não deram em nada, seria demais esperar que uma reportagem a mais ou a menos faça diferença. Mas, uma coisa é certa: depois desta, o Estadão pode parar de se lamentar e ie à luta. Como bem disse o Dines, "pode, inclusive desafiar os censores e reproduzir o que a Folha ousadamente publicou". Afinal, o governo não teria coragem de censurar também a Folha e o Globo. Quanto mais faltando tão pouco tempo para a eleição.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"Boto quem eu quiser no Senado"

A arrogância dos Sarney realmente parece não ter limites. A última foi do filho dele, o empresário Fernando Sarney, que afirmou, numa conversa interceptada pela Polícia Federal, que é o dono de uma vaga no gabinete do senador Epitácio Cafeteira. No ano passado, ele foi o autor desta pérola: "Boto quem eu quiser", sobre o fato de seu filho João Fernando (já na segunda geração de beneficiados) ter ido contratado.

Em função do cerco ao nepotismo no Congresso, o neto de Sarney foi demitido sigilosamente. Na época, a polícia gravou (com autorização da Justiça, diga-se de passagem), uma conversa em que Fernando falava com o filho sobre a decisão do Supremo de proibir a contratação de parentes nos três Poderes. "Se você tiver que sair mesmo, o Cafeteira já me disse que o lugar é meu, que eu boto quem eu quiser".

Adivinhem o que aconteceu. Menos de um mês depois que o neto de Sarney foi demitido, quem assume o cargo? A mãe dele. Apesar do grampo, o senador Cafeteira negou a interferência de Sarney. "Eu a contratei porque quis. Não vou leiloar vaga no gabinete". Hahahaha.

Fernando Sarney, por sua vez, afirmou não ter havido qualquer ilegalidade. E nada mais disse pois, segundo ele, o diálogo vazou de um inquérito sigiloso. Seria cômico se não fosse sério.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Fora Sarney, fora Sarney

Acabo de ouvir o comentário de Alexandre Garcia que afirma: "Sarney só sai se houver uma pressão pública in-su-por-tá-vel!!!". Já passou da hora de irmos pra rua!!!!!!!!!!!!!


VÁ DE PRETO, LEVE FAIXAS, CARTAZES E BANDEIRAS DO BRASIL!
CHEGA DE CORRUPÇÃO!

QUALQUER SEMELHANÇA COM OS CARA-PINTADAS NÃO É MERA COINCIDÊNCIA!

São Paulo: 15/08 (Sábado), 14h MASP
Porto Alegre: 15/08 (Sábado), 14h Arco da Redenção
Rio de Janeiro: 15/08 (Sábado), 14h Candelária
Belo Horizonte: 15/08 (Sábado), 14h Praça Sete
Salvador: 15/08 (Sábado), 14h Av Garibaldi
Londrina: 15/08 (Sábado), 14h Em frente ao Banco do Brasil do calçadão
Recife: 15/08 (Sábado), 14h Local: Av. Conde da Boa Vista, na frente do shopping.


CHEGA DE CORRUPÇÃO!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Repercussão do discurso de Sarney

Tirei do blog da Santa. Genial. O que uns e outros disseram a respeito do escaradamento do homem.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cony, porque não te calas?

Confesso que por essa eu não esperava. Gosto tanto do Cony escritor que acabo misturando as coisas. Mas não é de hoje que Cony está no caderninho de tanta gente boa e que sabe das coisas. Agora, então, depois desta coversa com Arthur Xexéo e Heródoto Barbero na CBN, a imagem de Cony ficou pior ainda. Imaginem que ele livrou a cara do Sarney e disse não achar o nepotismo algo assim tão grave. Quem comentou as lamentáveis declarações de Cony foi o Reinaldo Azevedo, da Veja, em seu blog. Ele pegou pesado e mandou ver. “Esse é Cony, que recebeu uma das maiores indenizações pagas no país como ‘perseguido’ do Regime Militar: R$ 1,5 milhão e pensão mensal de R$ 19 mil...”. Mas é melhor ler na fonte. O Cony devia era ter ficado quieto. Cony, porque não te calas?

sábado, 18 de julho de 2009

Mais um que está se lixando para a opinião pública

Que coisa! Como é que um homem público pode fazer uma declaração dessas na maior cara de pau, na maior insensatez! Além do mais, como um político pode ser tão tapado que nem pesa as consequências de suas palavras.
O senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que atualmente preside o Conselho de Ética do Senado declarou alto e bom som que não está se importando com a opinião pública. “Não estou preocupado com isso. A opinião pública é muito volúvel. Ela flutua. E quem tem muita influência sobre ela são vocês, jornalistas”. Não parou por aí. Disse que não tem medo de ser cobrado pela sociedade se as denúncias contra Sarney forem arquivadas. “Não temo ser cobrado por nada. Quem faz a opinião pública são os jornais, tanto que eles estão acabando”, finalizou, numa alfinetada desnecessária e levemente agressiva.
Na mesma hora lembrei de outro político cínico (como era o nome dele, em?) que dizia
"estar se lixando para a opinião pública" (bendita internet, fui procurar e achei logo, era um deputado gaúcho chamado Sérgio Moraes, então do PTB, não sei nem quero saber que fim levou).
Tudo farinha do mesmo saco. Duro de engolir.