

Já estou há dias para comentar aqui a absurda, inexplicável, surpreendente censura prévia imposta ao Estadão, que há quase dois meses é impedido de divulgar reportagens envolvendo denúncias contra o clã Sarney. Pois o que tanto tentaram evitar, isto é, a divulgação da parte que faltava do relatório da Polícia Federal, altamente comprometedora, acabou acontecendo.
A Folha de São Paulo saiu, enfim, do muro e encarou os censores do Superior Tribunal de Justiça de Brasília mostrando em detalhes jamais vistos, como funcionam as entranhas dos lobbies que atuam em Brasília. Não li a matéria da Folha, mas o Dines leu por mim e contou tudo no Observatório. Ele saúda com entusiasmo a reportagem, que classificou como 'uma verdadeira bomba' e diz que ela representou o 'despertar de uma imprensa que passou os últimos anos entretida com o seu umbigo, suas crises de identidade e seus modelos de negócios'.
Considerando que as denúncias anteriores não deram em nada, seria demais esperar que uma reportagem a mais ou a menos faça diferença. Mas, uma coisa é certa: depois desta, o Estadão pode parar de se lamentar e ie à luta. Como bem disse o Dines, "pode, inclusive desafiar os censores e reproduzir o que a Folha ousadamente publicou". Afinal, o governo não teria coragem de censurar também a Folha e o Globo. Quanto mais faltando tão pouco tempo para a eleição.
Considerando que as denúncias anteriores não deram em nada, seria demais esperar que uma reportagem a mais ou a menos faça diferença. Mas, uma coisa é certa: depois desta, o Estadão pode parar de se lamentar e ie à luta. Como bem disse o Dines, "pode, inclusive desafiar os censores e reproduzir o que a Folha ousadamente publicou". Afinal, o governo não teria coragem de censurar também a Folha e o Globo. Quanto mais faltando tão pouco tempo para a eleição.






