terça-feira, 30 de junho de 2009

Carmina Burana no Festival de Inverno de Friburgo

Acabo de voltar do lançamento do Festival de Inverno aqui de Friburgo, que volta a seu formato original - ênfase na música clássica, sem deixar de lado a MPB de qualidade reconhecida. O mais bacana é que o festival (de 16 a 27 de julho, com todos os espetáculos gratuitos) volta também a ser realizado no Country Clube, cenário que o tornou conhecido em todo o país.

Os shows maiores terão como palco a ilha, como era antes do Sesc ter assumido sua realização. Lembro especialmente de Ney Matogrosso cantando ali num dos muitos festivais de inverno, tendo como cenário um céu especialmente estrelado e uma lua cheia daquelas gigantes a refletir no lago.

Soube que o rompimento do convênio (ou contrato ou lá o que seja) da prefeitura com o Sesc não foi nada amistoso e deixou marcas. Enfim, o que nos interessa é que, felizmente, o festival volta a ser o que era e no local de onde nunca deveria ter saído. Eu e todo mundo que conheço nunca nos acostumamos com o festival de inverno do Sesc. Pra mim, se não era no Country podia ser tudo, menos Festival de Inverno.

Este ano, o Festival de Inverno volta a ter também a assinatura de Miriam Dauelsberg, não precisa dizer mais nada. Por enquanto, só está confirmada a participação da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro completa, inclusive o coral infantil e adulto, mais de 300 integrantes interpretando Carmina Burana, imagina, um luxo. Ah, e também está confirmado o show de Vanessa da Matta, também um luxo. Mas tem coisa quente praticamente certa que a Dell'Arte ficou de confirmar até sexta-feira, depois eu conto.

Roupas fashion também para gordinhas

Felizmente, não é meu caso, já que por um milagre inexplicável, de uns anos para cá me tornei uma coroa magra, sem que tivesse feito qualquer esforço para isso e continue comendo meu quarteirão com fritas no Mc Donalds e me entupindo de amendoins e chocolate com menta. Mas saúdo com entusiasmo a novidade.
Já era tempo das marcas investirem em peças com uma numeração maior. As gordinhas têm todo o direito de ter acesso à moda, só que os estilistas e as grifes pareciam ignorar isso até agora. Mas outro dia li no caderno Ela que diversas marcas estão tratando de lançar no mercado modelos bacanas com manequins que vão de 44 a 50.
Uma imposição do mercado, talvez, ou melhor, com toda a certeza. Basta dizer que nos Estados Unidos quase 20% das mulheres entre 18 e 35 anos estão acima do peso. No Brasil, certamente não chegamos a tanto (a vaidade das brasileiras não deixa), mas mesmo assim tem muita gordinha querendo consumir moda e não conseguindo.
Me lembro que era uma tortura entrar numa loja quando tinha de comprar uma roupa. Quem está acima do peso não tem opção a não ser em lojas e departamentos especiais para gordinhas, que não têm peças mais fashion e onde só se encontra coisas horrrorosas. Sem falar que a numeração parece ser feita para modelos que só têm pele e osso, não têm peito nem bunda. O 4o cabe em meninas de dez anos, o 38 nem se fala... E o 42, que era usado pela maioria de nós, encolheu. Não cabe em ninguém mais. Para as mais cheinhas - e não estou falando de gordas não, em? - resta o 44 ou mesmo o 46. É mole?

Caetano Veloso - Billie Jean, em Porto Alegre

Caetano Veloso faz uma homenagem emocionada a Jacko no dia em que ele morreu, durante show em Porto Alegre

Me dei de presente. Debussy por Nelson Freire

Resolvi me dar um presente. Um CD, objeto que não compro há anos, até porque, como todo mundo, baixo as músicas e álbuns que quero (santa internet!). Mas tem CDs que a gente quer ter de verdade, com capa, todo bonitinho. E o de Nelson Freire dedicado a Debussy, que saiu recentemente, era um deles. O mínimo que posso dizer do disco é que é sublime. Não sou nada entendida em música clássica, apenas gosto de ouvir determinados compositores, em geral, românticos. Mas Nelson Freire vai muito além do romantismo de Debussy, assim como fez com Chopin e Schumann. Não me canso de ouvir "Clair de Lune". Já tive oportunidade de curtir Nelson Freire ao vivo num memorável concerto durante um dos festivais de inverno aqui de Nova Friburgo, mas nada se compara ao êxtase que proporciona a seus admiradores com esta gravação. Ouvi-lo interpretando Debussy em estúdio só faz aumentar o espanto diante de seu absoluto controle do teclado.

Debussy, Clair de Lune

Achei a gravação. Pena que as imagens não têm nada a ver...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Não custa nada, vai lá...

Dê um click e salve mulheres.

domingo, 28 de junho de 2009

Preconceito é uma merda

Eu sempre me orgulhei de não ser preconceituosa. Não admito preconceitos de qualquer tipo e fico arrasada comigo mesma quando percebo em mim algum vestígio desta praga. Acontece vez por outra, sim, principalmente em se tratando de situações que envolvem cultura.
Neste particular, já me flagrei preconceituosíssima, apesar de detestar isso. Agora mesmo pude constatar isso. E vou me penitenciar contando o que aconteceu. Há alguns dias me meti a criticar Marília Gabriela aqui neste blog por estar ela entrevistando o padre Fábio de Mello. Tipo não vi e não gostei mesmo. Preconceito puro. Pois ontem a TV estava ligada à tarde na GNT e o programa estava sendo reprisado. Acabei ligada na entrevista e o cara me pareceu até muito articulado. E Marília Gabriela, só ela, chamava o padre de "Fábio", fez ele confessar que usa botox e até a dar sua opinião sobre homossexualismo no clero. Grande Marília Gabriela. Mas alguém tem de falar pra ela parar de pedir pro entrevistado dizer aquelas frases no final do programa. Aquilo não está com nada.

Canudo e competência

No Globo do dia 25 (que, pra variar, li com atraso), um artigo fantástico da Cora Rónai que encerra definitivamente os debates sobre a questão do diploma. Fiquei com vontade de enviá-lo pra um monte de gente. Para facilitar, acabei postando aqui.

"Canudo e competência

“Você tem que escrever sobre esta barbaridade!” – disse o amigo do meu amigo.
“Acabar com a exigência de diploma para os jornalistas… a que ponto chegamos! Agora qualquer um pode ir para a redação e se dizer jornalista. Como é que vai ficar isso?”
Gostei da sugestão; mas minha opinião deixou-o desconcertado. É que sempre fui contra – radicalmente contra – a exigência de diploma de curso superior para o exercício da nossa profissão.
“Então você acha que ninguém precisa estudar para ser jornalista?”
Pelo contrário! Ainda que não entenda o que diplomas têm a ver com estudo, acho que jornalistas precisam estudar muito, e sempre. E acho bom que esqueçam este verbo, “estudar”, em geral ligado a algo que se faz por obrigação. Jornalistas de verdade lêem e se informam contínuamente: por hábito, por segunda natureza, por uma curiosidade intelectual incontrolável que os leva a se interessarem por tudo, ou quase tudo. Diploma não leva ninguém a fazer isso, a ser assim.
O problema é que o Brasil cultiva a noção de que o diploma de curso superior é sinônimo de conhecimento. Como o nosso ensino básico é péssimo, e dificilmente se aprende alguma coisa na escola, sobra a ilusão de que a passagem por uma universidade nos tornaria automaticamente cultos e educados — e tão superiores aos demais, que passaríamos a ser até merecedores de prisão especial.
É por isso que algumas pessoas insistem em ver, no fim da exigência do diploma, uma espécie de “rebaixamento” da profissão. Elas acham que, se o diploma de jornalismo deixou de ser obrigatório, nenhum diploma (leia-se conhecimento) será necessário. Não pode haver equívoco maior.
A única coisa que o diploma de jornalismo garantiu, até aqui, foi uma reserva de mercado injusta e pouco democrática. As redações vão ficar mais ricas e diversificadas com o fim dessa burocracia anacrônica, que pressupõe que apenas quem fez comunicação está apto a lidar com a informação.
Acontece que o jornalismo é importante demais para ficar restrito a um grupo homogêneo de pessoas, sem a mínima brecha para variações.
Paradoxalmente, o fim da exigência do diploma deve melhorar muito a qualidade dos cursos de comunicação. Como eles não são mais obrigatórios, precisarão ser suficientemente ágeis e inteligentes para conquistarem os alunos e as empresas de comunicação. Que continuarão, é claro, a recrutar a maior parte dos seus quadros entre os formandos.
Nos últimos dias, tenho visto muita gente lamentando o tempo que perdeu na faculdade para conseguir o diploma; mas qualquer curso que alguém lamenta ter feito não precisava, nem merecia, ter sido feito. E me lembro de Mark Twain, que dizia que nunca deixou sua escolaridade interferir com sua educação.
Outra coisa que ouvi e que encontrei aos montes na internet foi a declaração estapafúrdia de que os cursos de jornalismo seriam imprescindíveis por “ensinar ética”. Como assim, “ensinar ética”?! Ética vem de casa, da vida inteira; não há curso que possa suprir essa lacuna. Meu conselho para quem acredita nisso é esquecer o jornalismo e entrar para a política.
Ser jornalista, enfim, não vai ficar mais fácil. Vai ficar cada vez mais difícil. O que vai ficar mais fácil é se dizer jornalista, mas não vejo em que isso possa diminuir qualquer um de nós. Ser escritor, por exemplo, é para poucos, embora uma quantidade infinita de pessoas bem intencionadas se atribua o ofício. Ter diploma de escritor não mudaria em nada a sua falta de talento. Ou de leitores.”

sábado, 27 de junho de 2009

De antenas ligadas

A conversa alheia me fascina. Volta e meia, me flagro escutando o que pessoas perto de mim estão conversando, distraídas, sem perceber a minha bisbilhotice. A praia é um dos melhores lugares para prestar atenção em conversa de desconhecidos sem ser notada. Os cafés, estas maravilhas que voltaram à moda, também são perfeitos para ficar de antenas ligadas no que os que estão por perto estão dizendo.
Para que? Porque? Não tenho a menor ideia. Será que as outras pessoas também fazem isso, apenas não confessam? Tenho quase certeza que sim.

Não, fiquem tranquilos, não sou do tipo que ouve atrás de porta, que mexe em celulares ou em caixas de e-mails alheios, enfim, que invade a privacidade dos que me são próximos. Minha bisbilhotice é diferente, é inocente. Só está um degrauzinho acima da pura e simples observação. Coisa de repórter, talvez. E, certamente, de cronista, um dia eu chego lá.
O fato é que este meu "vício" vem me permitindo descobrir facetas muito interessantes deste mundo e das pessoas que nele habitam. Ouço cada história incrível, muitas, inclusive, me serviram de pauta para várias matérias. Foi de tanto ouvir falarem mal de sogras que tive a ideia de escrever sobre os palpites que infernizam a vida das mães. Foi de tanto ouvir casos de infidelidade que escrevi duas matérias sobre traição. De tanto ouvir mulheres falando bem e mal dos cabelereiros que escrevi sobre o relacionamento e o vínculo estreito que temos com este profissional.
Outro dia flagrei (sem querer, juro) duas amigas no maior papo falando mal de homem, um tema recorrente em conversas femininas. Diziam que eram todos uns malas, uns frouxos. Uma lamentava não ser lésbica e a outra a incentivava a mudar de time. "Ainda dá tempo", dizia. E completou: "Você não tem nem ideia de quantas já fizeram isso e ninguém está nem sabendo". Dá uma pauta, ora se dá.
No dia seguinte, no mesmo café, aguardava um amigo e duas senhoras se sentaram na mesa ao lado. Ele demorou um pouco e logo ouvi esta pérola: "Você não vai acreditar, ele é um menino, uma criança, a mãe dele tem quase dez anos menos que eu". Como? Ouvi bem? Minhas antenas vibraram, torci pra meu amigo demorar. Em resumo, uma delas contava que estava enlouquecida por um colega de trabalho que tinha idade para ser seu filho. "Nunca tive o menor interesse por homens mais novos, muito pelo contrário, foi ele quem começou a me olhar diferente, mulher sabe quando o cara está a fim e isso mexeu comigo", disse para a amiga, que deu corda: "E porque não, pode me dizer?" Taí outra pauta. Quente. Quentíssima.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Bye, bye, Michael (Snif...)

Hoje estou de luto pelo Michael Jackson. Sempre o amei.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mais um que se vai

Para mim, Michael Jackson, o rei do pop era, definitivamente, um gênio. Inimitável. Delirei com Thriller, Street Walker, Billy Jean e tantas outras. Até agora, 20h17, a notícia da morte dele não havia sido confirmada pelo hospital, os jornalistas estão baratinados, mas tudo indica que ele morreu mesmo. Logo agora que se preparava para retomar sua carreira. Uma tristeza.

Bolsas, esta paixão


Se tem uma coisa que mexe com mulher é sapato e bolsa. E nem poderia ser diferente. Eles fazem toda a diferença no visual, todas nós sabemos disso! Para as apaixonadas por bolsas, como eu, aqui estão alguns modelos que a Daniela Deslandes inventa, vejam que fofas. Dani começou assim devagar, como quem não quer nada, mas suas bolsas fizeram tanto sucesso que ela acabou montando um atelier de verdade. Sua grife, a Love D, já está marcando presença em lojas chiquérrimas aqui em Friburgo, no Rio, em São Paulo e recebe encomendas até do exterior.

Saudosista demais da conta

Ando saudosista que dói, desculpem, isso passa. Em breve, meu lado vanguarda estará de volta, prometo. Mas nestes momentos doloresdurandianos, deixe-me partilhar com vocês o blog do Pró-Memória aqui de Nova Friburgo. O responsável por este belo trabalho é o Guguti Bohrer, cujo nome de batismo, na verdade, é Nelson Bohrer. Ele é o artífice do trabalho genial de recuperação e digitalização do acervo do Pró-Memória, que vem sendo guardado e ampliado graças ao empenho de uma mulher chamada Tereza Albuquerque Mello, a "Tereza do Pró-Memória". Depois falo mais de lá. Por enquanto, dêem uma olhada no site, que barato. Tem um filme do enterro do doutor Dermeval feito pelo Bini que é simplesmente genial. Centro de Documentação D.João VI

Um presente para vocês. Friburgo no fim do século 19.

As fotos estão no livro de Janaína Botelho, "O cotidiano de Nova Friburgo no final do século 19", que apesar de ser fruto de sua tese de mestrado não tem nada de acadêmico, muito pelo contrário, é uma delícia de se ler, daqueles que tiram o sono da gente. Janaína é uma grande contadora de histórias ou melhor, de História, pois cada informação contida no livro foi devida e rigorosamente checada. O mais bacana é que além de relatar fatos pitorescos da época e de traçar mesmo todo um painel da vida naquele pequeno vilarejo, Janaína desmistifica, desmascara, põe por terra esta lenda de Friburgo como a Suíça brasileira. A primeira foto é do Paissandu ou Paysandu, pela orthographia de então, a segunda é a fonte do Suspiro, local preferido dos namorados. A fonte ganhou uma guaribada recentemente, pena que a água atualmente não é mais potável. E a terceira, claro, é o nosso trem, saudoso trem, passando, orgulhoso, pela Alberto Braune.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Já não se faz festas juninas como antigamente...

Festa junina tem sabor de infância. Lembro com nostalgia até do cheiro das festas de Santo Antônio na pracinha do Suspiro. E, com um aperto maior ainda no coração, dos aniversários de meu primo Teleco, que por ser no dia 12 de junho, sempre era comemorado com uma bela festa junina. Com direito a fogueira, fogos, muitos fogos de artifício e até, isso mesmo, até balões. Aos patrulheiros de plantão, vale esclarecer que eram pequenos e, em absoluto, não tínhamos noção dos riscos que soltar balões representava. Outro prazer que eu, meus primos e vizinhos cultivávamos nesta época do ano era montar nossas barraquinhas feitas de caixote, em frente de casa para vender fogos. Sempre tínhamos prejuísos até porque a tentação era forte e acabávamos nós mesmos com o estoque antes de o vendermos.

Hoje, as festas juninas não têm mais a menor graça, com aquelas barracas iguais, salsichão e churrasquinho de quinta, cachorro-quente, idem, os inexoráveis baloes pula-pula e assemelhados para as crianças. Passei por algumas este ano e o máximo que vi em termos de fogos foram estalinhos. Até a pescaria ficou de mentirinha (a "tia" ajuda a pescar porque tem um monte de gente na fila), uns brindes muito bobos e, pior ainda, iguais uns aos outros. Aquelas outras brincadeirinhas que criança gosta, como a dos porquinhos da índia que têm de voltar para suas casinhas, sumiram. Quadrilha, então, nem pensar, agora é cronometrada, tem a duração de uma música e ponto final. Nem a festa de São Pedro da Serra escapou. Tá igualzinha às outras. Como resgatar uma tradição popular tão bonita, tao rica e que está se perdendo por completo?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Marília Gabriela e suas frases

Adoro Marília Gabriela e não perco seus programas. Apesar das caras e bocas que ela faz, a considero uma das melhores entrevistadoras do país. Sabe deixar seus convidados à vontade e sempre consegue arrancar deles tudo o que quer, com suas perguntas diretas, objetivas, no momento exato. Mas, ultimamente, Marília tem entrevistado cada mala, em? Pelo menos pro meu gosto. Padre Fábio, Angélica, Kauâ Raymond... A entrevista com o Ronaldo foi o que se esperava. Como tirar algo de quem não tem, rigorosamente, nada a dizer? Nem Marília conseguiu, ficava até uns brancos no ar. Mas, voltando, claro que o programa também nos brindou com nomes como Serginho Vaz, Lilia Cabral, Eduardo Gianetti, Luiz Mott e, mais recentemente, na semana passada, acho, Mônica Waldvogel, só pra citar alguns que eu me lembro de cabeça. No geral, porém, os nomes têm deixado a desejar. E aquelas frases que ela pede pro covidado dizer no final do programa, em? Nada a ver. Pode ter quem goste. Eu acho breguíiiiiiiiiiiissimo!

Da arte de ser vizinho

Estava começando a escrever este post quando Suri, minha afilhada canina, subiu na minha cama e veio me dar bom dia. Suri (foto)é uma bela shitsu, filha de minha vizinha de porta, Selma, com quem estabeleci uma relação de grande e intensa amizade. Vem sendo sempre assim na minha vida. Meus vizinhos, de uma maneira geral, são do tipo que um tem a chave da casa do outro, a quem posso recorrer quando o pó de café acaba ou esqueço de comprar cebolas e vice-versa. E não apenas isso. Até pela proximidade, meus vizinhos são os primeiros a saber das novidades, sejam elas boas ou ruins e os primeiros a me incentivar, a me apoiar. Claro que estou falando destes vizinhos maravilha, que tive a sorte de ter.
Lembro, com saudade, de tantos vizinhos queridos que já tive. O Carlinhos do Pandeiro (por onde andará?), quando eu e Wambier, ainda sem filhos, morávamos ali no finalzinho da Alberto de Campos, um lugar que pela proximidade do Cantagalo, tornou-se desvalorizadíssimo, apesar de ficar ali do lado da Farme de Amoedo. O Guerra, este fofo do Popmusik&rockandroll, que reencontrei aqui na blogosfera e com quem venho tento diálogos incríveis. Nós praticamente partilhávamos a mesma cobertura na Lagoa, bem em cima do bar do mesmo nome (que, aliás, permanece intocável, como se parado no tempo, com seus garçons mal humorados, seu chopp inigualável, seu salsichão delicioso), de tão chegados que éramos. Que bom que é assim. Porque vizinho é alguém que muitas vezes está mais perto da gente do que nossa própria família. Infelizmente, é muito mais comum que vizinhos se odeiem ou, na melhor das hipóteses, se suportem. O que é uma pena.
Na minha opinião, é preciso saber cultivar e manter uma boa vizinhança. Pode ter um pouco de sorte envolvida, mas trata-se, antes de tudo, de uma arte. Que passa, em primeiro lugar, pelo respeito à privacidade do outro. Não tem coisa pior que vizinho invasor, espaçoso, sem noção. Aquela velha máxima de "a minha liberdade termina onde começa a sua" tem que ser respeitada até os últimos limites. Meus vizinhos-amigos são assim. Que bom. Vizinho também tem que ser solidário, amigo, tem que gostar um do outro. Senão, nada feito. Aí é melhor ficar no "bom dia", "boa tarde", "boa noite"...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Alice de verdade 2

Não me canso de olhar estas imagens do filme Alice, do post anterior, mas me deu uma saudade danada da Alice de verdade, filha do Walt Disney. Para mim, ela é que é a Alice no País das Maravilhas.

Alice de verdade





Eu já tinha pirado quando soube que Alice, a viagem mais psicodélica de Lewis Carroll e dos estúdios Disney ia virar um filme com atores de verdade. Agora, ao me deparar com as primeiras fotos do filme não resisti e posto aqui neste blog. Gente, que coisa linda estas imagens criadas por Tim Burton, da Fantástica Fábrica de Chocolate. Só podia ser ele. A atriz Mia Wasikowska, essa loirinha de 18 anos quase inexperiente, será Alice. Confesso que o visual não era o que eu imaginava. Johnny Depp, sim, está o máximo como Chapeleiro Louco. O que as fotos já deixam antever é o tom absolutamente psicodélico das imagens de Tim Burton. Agora é esperar até março de 2010.

domingo, 21 de junho de 2009

OEstudio chama a atenção para a importância de doar sangue


A griffe OEstudio inova e choca de novo. Na coleção Outono Inverno 2009 lançada em janeiro no São Paulo Fashion Week, o tema foi a cegueira, a incapacidade humana de enxergar as coisas simples do cotidiano. Na coleção para o verão 2009/2010 lançada ontem no São Paulo Fashion Week, o tema foi a doação de sangue. A coleção recebeu o nome de Eu te hemo, e surgiu de um pedido de ajuda do Hemorio (Centro Hematológico do Rio de Janeiro). A gangue de criadores de OEstudio é conhecida por assinar logos, marcas, sacolas, uniformes, tudo que possa ser modificado conceitualmente pelo design. Na moda, são conhecidos por seus desfiles performáticos. Teve um que tinha até privadas na passarela. Esse de ontem foi genial, eu achei, até pela importância do tema. De um modo geral, acho desfile de moda um saco, aquelas modelos andando de um lado pro outro feito cabides ambulantes, sem expressão, com a fisionomia emburrada. Só me dou mesmo ao trabalho de olhar desfiles com conceito. E, já sei, OEstudio sempre surpreende.(Foto Carlos Zambrotti)

Humor ácido

A piada é do José Simão, da Folha, "o esculhambador geral da República"...

Grávida? Gisele vai ter uma azeitona!

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Piada pronta é do Rubinho Barrichello: "Teoricamente, eu já teria ganho 3 GPs!"
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BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!No Pelourinho, em Salvador, Bahia, tem uma placa: Centro Cultural Rolinha Preguiçosa. Se fosse em São Paulo seria Centro Cultural Rolinha Estressada!
Rarará! Segunda piada pronta é do Rubinho: "TEORICAMENTE, eu já teria ganho 3 GPs". PRATICAMENTE um campeão. Rarará! E essa: Barriguinha de Gisele dá pinta de gravidez. Então ela vai ter uma azeitona! Que barriguinha?! E Jesus baixou no Fashion Week! O namorado da Madonna. Esse tá ficando mais famoso que o original. E ele é tão egocêntrico que usa a camiseta: ""Jesus te ama". Mas eu prefiro a Mulher Samambaia! Rarará! Jesus me ama, mas eu prefiro a Madonna.
E o nome do menino é um achado: Jesus Pinto da Luz! Pinto da Luz? A Madonna pegou uma lanterna! E sabe o que as modelos gritaram no camarim? Jesus! Que pinto! Rarará! E o Sarney? Continua com a transPARÊNCIA! Festival de parentes com cargos no Congresso. Eu tenho a lista: 14 sobrinhos, 48 netos, 74 bisnetos, 5 sogras, 16 concunhados e UM AVÔ! Rarará!
E o chargista Alecrim mostra o discurso do Sarney: "A crise do Senado não é minha. Agora, se sobrar um cargo, é meu". E o Sarney é senador pelo Amapá. E o blog comentando diz que ele vai mudar o nome do Amapá pra AMAPARENTES! Rarará! A família não para de crescer! Agora descobriram uma sobrinha que trabalha no Senado e mora em Barcelona! Rarará! Ela deve tomar aquela companhia aérea do Sarney: a Transparente.
Ela acorda em Barcelona, pega a Transparente e, zoom, vem trabalhar no Brasil. E aí ela pega a Transparente e volta pro Senado. Só pode ser! O Sarney tá parecendo aquele cara que dizia: "Caguei, mas não fui eu!". Rarará! É mole? É mole, mas sobe. Ou como diz aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece! Antitucanês Reloaded, a Missão.
Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que em Florianópolis tem uma república de estudantes chamada Destronca Pomba! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Mudança": companheira Marisa que não abre a boca. Nem em dia de mudança! Rarará! O lulês é mais facil que o ingreis. Nóis sofre, mas nóis goza! Hoje, só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

Do Fashion Rio à Casa do Saber


Nunca fui muito ligada em moda, apesar de ter trabalhado em tantas revistas femininas. Mas, talvez por força do hábito profissional, gosto de acompanhar os lançamentos das grandes coleções, tendências, desfiles, editoriais de revistas e jornais e programas de TV, alguns excelentes, como o GNT Fashion e o recém-lançado Tamanho Único. Mas hoje. ao ler o Caderno Ela, fiquei assim morrendo de vontade de dar uma volta no Fashion Rio. Nem tanto pelo evento em si, mas principalmente pelo fato dele ter sido realizado no Cais do Porto. Aquele cenário, aqueles armazéns, a ponte Rio-Niterói ao fundo, que coisa linda, que ideia genial tirar o evento do MAM e levar para lá. Lamento não morar mais no Rio porque perco um monte de coisas que acontecem e gostaria de ir. A Casa do Saber me manda e-mails divulgando seus cursos, palestras, debates, cada um mais interessante que outro. Não posso ir a nada. Na Livraria Travessa também tem uns bate-papos muito interessantes. Outro dia estava justamente voltando do Rio e a CBN transmitia um deles, com a Miriam Leitão. O máximo. Queria estar lá. Mas, fora isso, o teatro e a praia, não sinto mais falta de nada, não. Durante o inverno, o frio da serra (ao qual jamais me acostumei e nunca curti), fico com vontade de sumir daqui (como agora). Mas já não pertenço mais ao Rio, não tenho mais intimidade com suas ruas, seus bares, seus points. E até os amigos de lá que me restaram depois desta volta às origens, sinto mais próximos de mim on line do que ao vivo.

sábado, 20 de junho de 2009

E Elias Gleizer, claro, genial como Seu Cadore

Como pude esquecer dele no post anterior? Adoro.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Hare baba!


Tem quem goste tem quem odeia. Eu, noveleira assumida que sou, estou curtindo muito Caminho das Índias. Sim, a novela só mostra o lado rico daquele lindo e ainda tão desconhecido país, um dos mais miseráveis do mundo. Mas, pelo menos para mim, é um bálsamo parar tudo, esquecer da vida e assistir às cenas passadas na Índia e à trama tão bem costurada da mestra Gloria Peres.

Eu me delicio, principalmente, com o desempenho dos artistas da velha guarda. Em especial, com a grande Laura Cardoso, esta maravilhosa atriz, com a dignidade de suas rugas. Tony Ramos, sempre ele, perfeito. E Eva Todor, gente, que maravilha a Dona Cidinha! Sem falar em Lima Duarte, Stênio Garcia, Flávio Migliaccio etc. O Raj (Rodrigo Lombardi) tira qualquer um ou uma do sério. As menininhas, que gracinha, dançando com seus saris. Fofas demais.

Então, não estou nem aí se a Globo está ou não mostrando a Índia real, se os dalits não são mais intocáveis, se as expressões indianas não estão certas. Novela não foi feita para mostrar a vida como ela é. Isso é para os documentários, as reportagens, o jornalismo. Novela parte do real, mas é ficção e todas têm exageros, faz parte do gênero. No meu caso, pelo menos, o filme Quem quer ser um milionário e Caminho das Índias, cada um a seu modo, despertaram uma grande curiosidade sobre este tão fantástico e misterioso país. E isso me basta.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

popmuzik&rocknroll: Eu vou Virar Locomotiva!

Um artista da tradução


Sempre admirei os bons tradutores, aqueles que sabem transpor para um determinado idioma o que foi escrito em outro, preservando suas nuances, seu ritmo, a dinâmica da língua. Exige um tremendo domínio, não apenas dos idiomas em questão, mas de texto. Para mim, tradutor é, sem dúvida, um co-autor. E, nas primeiras páginas, a gente reconhece de cara quando algo foi bem traduzido ou não. Acabamos de perder um de nossos grandes tradutores, o Haroldo Netto. Fazia parte da velhíssima guarda e, contam seus amigos, era um poço de experiência e boas histórias. "A epítome do gentleman carioca, representante de uma sociedade culta, gentil, acolhedora e bem humorada", afirmou Danilo Nogueira em seu Tradutor Profissional. Não o conheci mas certamente li muitos de "seus" livros. Traduziu Anaïs Nin, Ken Follet e, principalmente, Henry Miller. Pois é, você talvez nunca tenha ouvido falar no Haroldo Neto mas certamente já se deliciou com suas cuidadosas traduções de Sexus, Nexus e Plexus.

Lindo. Marlon Brando e Marie Schneider. Vou rever

Diploma de jornalismo. Enfim, uma decisão.

Após tantos adiamentos, o Supremo bate o martelo. Ninguém mais precisa ter diploma para ser jornalista. Acho tão esquisito isso. A questão é polêmica, dá margem a mil questionamentos e debates, o que, aliás, já foi feito. De forma exaustiva, aliás. Mas, depois de tantos adiamentos, ninguém aguentava mais. Chega de argumentar que é contra ou a favor, discutir prós e contras, tecer conjecturas, elocubrar.

Pelo menos para mim, esta discussão já estava cansando. Talvez porque tenha sempre permanecido meio em cima do muro. Claro, defendia a importância dos cursos de jornalismo, mesmo com todas as suas carências. Tanto que com lei ou sem lei, acredito que o diploma continuará sendo exigido pelas empresas de comunicação ao selecionar um profissional. Mas nunca fui muito a favor desta lei não. Provavelmente por já ter convivido com tantos coleguinhas brilhantes que tinham saído de outras faculdades ou mesmo que sequer tinham curso superior.

Mas os tempos eram outros. Não se exigia do profissional mais do que saber perguntar e, depois, escrever o que apurou. Mesmo no caso do rádio ou da TV, bastava ser intuitivo e dominar algumas técnicas.

Agora, não. Quem pretende alcançar um lugar ao sol, por mínimo qu seja, neste concorrido mercado, tem que se preparar muito, tem que ser multitarefa. O jornalismo romântico acabou. E pode ser que, por isso mesmo, o fato do diploma deixar de ser obrigatório, no final, não faça a menor diferença. Tomara que seja assim.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Correndo atrás do tempo


Sinto-me sempre como se estivesse correndo atrás do tempo. Por mais que me organize, que acorde cedo, mesmo dormindo tarde, não consigo dar conta de tudo o que tenho para fazer e que é, rigorosamente, inadiável. O pior é que o que mais me dá prazer, como este blog, acaba ficando pra trás, por conta dos inevitáveis tarefismos. Não dá prá escapar do lema que adotei há anos, justamente para tentar administrar meu tempo: "Primeiro as primeiras coisas". Ajuda, mas não resolve. Ficam coisas prá tras. Sempre. E, pior ainda, as primeiras coisas nem sempre são as que a gente tem mais vontade de fazer, muito pelo contrário. Hoje é um desses dias. Tenho que correr. Sonho em conseguir oa façanha da atleta da foto, que nem sei quem é. Alcançar a faixa de chegada. A tempo. Se possível, na frente. Não dos outros, mas de mim mesma. E, colocando o prazer na frente da obrigação. Se alguém souber o segredo, por favor me conte. Bye, bye, blog.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

No Rio isso nunca aconteceria...


Depois dizem que tenho implicância com São Paulo. Mas a verdade é que todas as passeatas gays aqui no Rio transcorrem na maior paz. E sempre na maior animação e alto astral também. Famílias com papai-mamãe-filhinho, vovôs e vovós, gente de todas as tribos. É uma festa prá lá de colorida. Tem as palavras de ordem, os chavões dos militantes, é claro, afinal trata-se de uma passeata. Mas, além de ser uma manifestação, a Passeata do Orgulho carioca é também um programa interessante. Tem trio elétrico, tem go-go-boy, tem travesti dando show. E tudo por uma causa nobre. A luta contra a homofobia.
Lamentável o que aconteceu em São Paulo, os tumultos,empurra-empurra, roubos, brigas, espancamentos e até explosões de bomba, que deixaram várias pessoas feridas ao longo da Paulista. O local, aliás, se revelou totalmente inadequado para abrigar tanta gente. Afinal, foram 3,5 milhões de pessoas.
Enfim, não dá pra comparar com as nossas, que reúnem, no máximo, 1,5 milhão de pessoas, se tanto. Mas, fica até chato falar, no Rio dificilmente isso aconteceria. Bairrismos à parte.

domingo, 14 de junho de 2009

Parada do Orgulho Gay



No momento em que escrevo, está começando a passeata de lésbicas e bissexuais que antecede a Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Os organizadores esperam que a Parada tenha um público de 3,5 milhões de pessoas. Apesar de contar com 20 trios elétricos e ser uma das maiores (senão a maior do mundo), a Parada do Orgulho de São Paulo está longe de ter o charme das passeatas do Rio, na orla de Ipanema. No entanto, sua importância transcende em muito a festa.

Os paulistas sabem fazer as coisas e aproveitam o movimento da parada para faturar com o turismo. E não é só: Durante pelo menos três dias, o mundo gay debate, faz reflexões, avalia, traça estratégias e faz manifestações contra a homofobia.

Este ano, o tema da parada paulista será "Sem Homofobia, Mais Cidadania Pela Isonomia dos Direitos!" Eu não tenho nenhuma paciência para estes chavões de militantes (aliás, esta rima aí,em? Mais Cidadania pela Isonomia, em? Ficou horrível...).

Tem toda a cara de ter o dedo da CUT. Podiam ter arranjado um tema melhor, mas o objetivo é nobre. A luta pela aprovação do projeto que está em trâmite no Congresso e transformaria a homofobia em crime, além de prever penas para pessoas com comportamentos ou atitudes homofóbicas.Por falar nisso, aproveite para assinar o
manifesto contra a homofobia

sábado, 13 de junho de 2009

Acho que vou adotar um gatinho...

Ainda e sempre Copacabana


Às vezes eu fico me perguntando de onde vem o estranho afeto que tenho por Copacabana, um sentimento meio que irracional, extremado de amor e, ao mesmo tempo, de piedade, por vê-la tão machucada, suja. E, dói-me falar, decadente. Não foi em Copacabana que vivi - a não ser durante os anos do Bairro Peixoto, este sim, ainda um lugar intocável(até quando?),parecendo perdido no tempo, em meio ao caos à sua volta. É o Lido, basicamente, que me remete a Copacabana. Duvivier. Rodolfo Dantas. Belfort Roxo. Viveiros de Castro. Carvalho de Mendonça. Paula Freitas. Avenida Atlântica. Sabor de adolescência, de Cuba Libre, bossa-nova e Bobs. Para os amantes de Copacabana. Esta foto é só um brinde. Tem muito mais no Copacabana de Toledo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pelo Dia dos Namorados


AMOR E SEU TEMPO

Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe

valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

Carlos Drummond de Andrade

Meus amigos aventureiros


Não sei o que Sylvia e Jayro estão aprontando no momento (dêem notícias, viu?), mas com certeza já devem estar planejando uma nova aventura. Que, ou eu muito me engano, talvez seja o de realizar o velho sonho de ir pro Alasca de Toyota. É isso mesmo. De Toyota.
Depois de rodar todos os confins gelados da América Latina, isso já não tem lá muita graça pra eles não. Patagônia, Galápagos, Ushuaia, a "cidade do fim do mundo", Cordilheira dos Andes, Machu-Pichu, Estreito de Magalhães, Terra do Fogo, glaciares, desertos de sal, tudo isso tornou-se fichinha. Já faz um tempão que querem mais.
Jipeiros de carteirinha e de coração, não passam dois anos sem botar o pé na estrada. Já devem estar com cócegas ois já faz um tempão que não saem de Friburgo. Já vi no Orkut que estão vendendo sua Toyota Bandeirantes 1992 de estimação para comprar uma maior, e viajarem com mais conforto.
Mesmo assim, não sei como aguentam. Passam 40 dias dormindo dentro do carro, cozinhando em fogareiros e tomando banho em postos de gasolina. A Toyota até tem
água quente, geladeirinha, televisão e uma cama que eles acham macia. Mesmo assim, não é mole.
Mas tem gosto pra tudo. Sylvia e Jayro sempre se amarraram nisso, só sabem viver assim e onde eles chegam, vira festa. Bons de papo e de copo, fazem amigos em toda parte, com suas histórias fantásticas, sua sanfona, seu pandeiro e seu alto astral.
Quero saber das novidades!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Morbidez

Se tem uma coisa que eu não entendo é porque algumas pessoas se interessam tanto pela desgraça alheia. Hoje, quase duas semanas depois do acidente da Air France, ainda tem gente acompanhando de perto a tragédia. As histórias sofridas de quem perdeu filhos, pais, maridos, mulheres, perguntam uns aos outros em que estado devem se encontrar os corpos resgatados, discorrem sobre os possíveis motivos técnicos que teriam causado a queda do avião, enfim, o tema ainda ocupa uma boa parte de seus pensamentos e suas conversas.
A psicologia certamente tem alguma explicação para tanta morbidez. Até porque esse nunca é um interesse isolado. Estas pessoas geralmente são as mesmas que anunciam e comentam desastres, acidentes, mortes, doenças graves, todo tipo de tragédia, seja ela particular ou pública.
Vou arriscar uma hipótese. De uma forma ou de outra, consciente ou inconscientemente, de forma mais ou menos assumida, tem ali um "ainda bem que não foi comigo".

Juliana Paes pobre

Tava lá no Kibe Loco. E ainda tem Luiza Brunet, Daniela Cicarelli, Ana Maria Braga, Angélica, Fátima Bernardes... É de rolar de rir. Kibe Loco.

Mau gosto

Tem coisas que não precisam ser ditas. Principalmente por famosos. Até porque, invariavelmente, acabam sendo publicadas e, siceramente pega mal. Esta semana, por exemplo, Ivete Sangalo fez a seguinte declaração durante o programa do Faustão: "Meu filho, é tanto peido... Por que grávida tem tantos gases?" Pois O Globo logo reproduziu a declaração da artista, de tremendo mau gosto, aliás, e mesmo quem não assiste ao Faustão, leu e criticou. Fala sério...

Confortai-me com flores, fortalecei-me com frutos, porque desfaleço de amor. (Cântico dos Cânticos)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Solilóqio

A menina tinha tranças. Os cabelos compridos dormiam muito agitados e, ao acordar, dava um trabalho danado para desembaraçar. Fio por fio, repartir ao meio, trançar as três mechas de cada lado, esticar a franjinha e amarrar um lacinho de cada uma das pontas.
A menina gostava muito de andar de bicicleta pela rua. De comer, só mesmo doce de leite e batata frita. E bife mal passado também. E caldo de feijão. "Êta menina dengosa", todos diziam.
Mas a tal menina era muito sozinha. Vivia tentando se enturmar, mas era tida como antipática e metida a besta porque gostava de ler, de ouvir música clássica na eletrola da sala. Sobravam, então, os primos e umas poucas meninas da rua. Ah, que inveja ela tinha dos primos com sua algazarra matinal, com as brigas na hora do almoço e as brincadeiras na hora de dormir.
Filha única. Sozinha. Sempre. Mimada. Tudo tinha hora certa pra fazer: deveres da escola, saídas de bicicleta, banho, refeições, cama.
Novidade era brinquedo novo, máquina de pipoca americana que um belo dia chegou na cidade. Todo mundo levou as criança para ver. A menina ficou horas vendo os carocinhos estourando e rodando através do vidro. Carnaval, todo ano igual, mas era bom. As férias também quase não mudavam. Nem as pessoas. Só quando morriam.
Ranheta e teimosa a menina continua atté hoje. Fala de boca cheia em aamadurecimento, mas não passa de uma mulher frágil como uma criança carente. Infantil até, eu diria. Quer tudo no momento exato e, para complicar, gostaria que os outros adivinhassem seus desejos. Não faz por menos. Nem pode esperar. E, como isso não acontece, a menina faz pirraça, fica zangada. Às vezes consegue fingir, até porque ela própria se impôs um comportamento que exige liberdade incondicional dos que lhe são próximos.
Mas aí, quando não aguenta mais, chora, descompensa. Como uma menina. Exatamente da mesma maneira que fazia quando era criança e mimada. Ela já envernizou bastante a fachada, mas lá dentro o ranço da infância permanece. Isso não vale, garota! É chantagem infantil, vai por mim!

FRIO INSUPORTÁVEL

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pop Musik Rockroll

O blog do Guerra (Luiz Sergio Nacinovic)é um barato! Crítico, mordaz, ácido, seus posts são, antes de mais nada, antenadíssimoa. Grande conhecedor e amante de rock e música pop, Guerra viaja por todas as paradas. Uma delicia reencontrar este velho amigo, meu vizinho de porta na Lagoa, aqui neste espaço mágico. Popmusikrocknroll

Lembrando Wambier

Wambier ao fundo durante entrevista de Prestes na PUC


Figurinha inesquecível e querida foi o Wambier. Professor, jornalista, radialista, foi também tradutor, locutor, apresentador de telejornais e documentários. Sem exagero, ele tinha uma das vozes mais bonitas do rádio, da TV e da publicidade. “Eterno menino do Rio”, como foi descrito pela jornalista Lenira Alcure (com quem também foi casado), Wambier era, realmente, o mais carioca dos cariocas.

Apesar de nunca ter deixado de cultivar suas raízes pontagrossenses, só poderia ter vivido feliz mesmo no Rio. Mais precisamente, em Ipanema, onde se sentia em casa. Acordava tarde, dormia tarde, estava sempre cercado de amigos e mulheres, adorava um pé sujo, conhecia tudo o que era pinguço da Lapa e das redondezas. Não perdia uma praia, sempre no final da tarde e, nos finais de semana, preparava almoços antológicos para nós e uma galera de agregados. Que eram muitos. Os fixos, que viviam como satélites a seu redor e a imensa legião de fãs e conhecidos que apareciam de vez em quando, que ele encontrava na rua, na praia, no bar, na redação, na faculdade e levava prá casa. A qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada.

Wambier era um maravilhoso contador de histórias e se divertia mais do que todos com elas. Sabia consertar tudo que é aparelho eletrônico e parecia sentir prazer em passar horas debruçado em válvulas e transistores. Filósofo por formação e por natureza, não suportou continuar no Brasil durante a ditadura e foi parar na Alemanha e na Suécia, onde passou quase dez anos.

Mas assim que a situação melhorou, tratou de voltar para a sua Ipanema e nem poderia ser diferente. Wambier adorava uma roda de samba, de chorinho, gostava de festa. Quando o astral baixava, era o primeiro a sugerir: “Que tal dar uma festa, em?” Não era difícil nem saía caro preparar alguns litros de caipirinha, umas pastinhas e espetinhos de carne para assar na churrasqueira. O chopp, a turma mais chegada rachava. E, mais uma vez, a cobertura da Lagoa se abria para uma multidão. Nunca tivemos problemas. Bons tempos aqueles.

Manoel Wambier era o pai de Leo, que rodou, rodou, mas voltou para Ponta Grossa, e de minhas filhas, Helena e Julia - 'as suas meninas', como ele sempre dizia - e morreu cedo demais, aos 50 anos. Durante a inauguração dos estúdios de rádio e TV da PUC (que, aliás, levam seu nome), Lenira fez um discurso belíssimo onde contou que antes de morrer, Wambier fez a seguinte confidência: “Pela primeira vez em minha vida, sinto que meu corpo é uma coisa e eu, sou outra." Hoje, dia 8, Wambier estaria completando 67 anos. Se fosse religiosa rezaria por ele em minhas preces. Saudades de você, Wambier.

Réquiem para João Antônio

Reli João Antônio neste final de semana. Malagueta, Perus e Bacanaço, seu grande clássico, com o qual conquistou dois prêmios jabutis de uma só vez, melhor livro de contos do ano e revelação de autor. Impressionante como quase ninguém conhece João Antônio, apesar deste extraordinário escritor contemporâneo ter conquistado tantos prêmios, ter seus livros traduzidos e publicados em diversos países e ser objeto de teses de mestrado até no exterior.
Em sua obra, que ainda está para ser descoberta por tantos, João Antônio escancara, como nenhum outro escritor brasileiro, o mundo (ou o submundo) dos descamisados, dos biscateiros, dos pinguços, dos merdunchos (expressão cunhada por ele), dos salões de sinuca, do subúrbio, da zona do meretrício, dos pulgueiros. Seus personagens são sempre marginalizados, revoltados, incisivos, raivosos, assim como o próprio João que, contraditório como ele só, conseguia ser a mais doce das criaturas e, ao mesmo tempo, encarnar um ódio incisivo, sem medida por tudo que o rodeava. Pessimista incorrigível, João odiava o mundo das letras, as rodinhas literárias, as cerimônias oficiais, a hipocrisia, enfim.
Em seus contos e romances, João Antônio nos coloca frente a frente com uma realidade que nos cerca o tempo todo, mas que nos negamos a encarar. Mais: longe de despertar a nossa piedade, os personagens de João não pedem licença e parecem estar ali para peitar mesmo, para agredir, para chocar. Talvez seja por isso, aliás, que a obra de João Antônio nunca tenha tido a repercussão que merecia junto ao grande público e mesmo junto à crítica. Da qual, diga-se de passagem, ele zombava frontalmente.
Ah, e que grande jornalista ele foi. Dono de um texto ágil, enxuto, direto, fez grandes reportagens para a Realidade - me lembro especialmente de uma, sobre a Cidade de Deus – para o Pasquim e outros jornais alternativos. Foi ele, inclusive, quem inventou a expressão “imprensa nanica”.
Uma figura ímpar, o João. Era um solitário por natureza, mas me orgulho de ter sido sua amiga. João morava sozinho num apartamento na Praça Serzedelo Correia, em Copacabana e seu corpo só foi encontrado quinze dias depois da sua morte. Um triste e horroroso fim.

sábado, 6 de junho de 2009

Grande Nelson Motta

"Pena que os velhos anarquistas mais libertários não viveram para ver um instrumento tão livre, poderoso e igualitário como a internet, que justamente por isso é tão temida pelas tiranias de esquerda ou de direita. Cada vez mais acessível a mais gente, ela nivela e aproxima, dá voz e imagem a todos e a qualquer um, é um espaço de liberdade e independência que cresce em proporção aos avanços tecnológicos que tornam as máquinas mais rápidas e potentes, mais leves e baratas.
É nesse território livre que surgem as primeiras evidências do que Chris Anderson chama de – whaall! – “Novo Socialismo” em texto-bomba na revista “Wired”. A Wikipedia é um exemplo da socialização da informação, gratuita e mantida por contribuições voluntárias. Sem nenhuma interferência do Estado. Assim como as novas formas de compartilhamento, de troca de arquivos, os sites de buscas, o You Tube, significam uma inédita socialização da informação, do lazer, da arte e da opinião.
A diferença é que não são conquistas feitas pelos métodos totalitários e repressivos de Estados fortes, mas pela liberdade e o empreendedorismo só possíveis em sociedades abertas. Nenhum Estado comunista investiria nessas tecnologias de informação e comunicação, só para fins militares ou de propaganda. Se alguém ler para Hugo Chávez o texto da “Wired”, o Beiçola vai levar um susto ao descobrir que o que ele chama de socialismo do século XXI é do XIX: o do terceiro milênio está na internet. Bytes o muerte, compañero!
Enquanto isso, em Brasília, se anuncia mais um “fórum” para tentar encontrar instrumentos da democracia para instituir controles e limitações à imprensa, com o objetivo de “democratizar a informação”, como se nossas rádios, jornais e televisões já não disputassem ferozmente a preferência do público e dos anunciantes, todos competindo pelas melhores produções, para todos os gostos.
Mas, com as lan houses se espalhando pelas cidades, computadores cada vez mais baratos e redes sem fio por toda parte, como é que eles vão fazer o “controle social” de 65 milhões de brasileiros online? Estão atrasados, mais uma vez".

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Copacabana...sempre Copacabana


“Existem praias tão lindas
Cheias de luz
Nenhuma tem o encanto
Que tu possuis
Tuas areias, teu céu tão lindo
Tuas sereias, sempre sorrindo
Copacabana, Princesinha do Mar
Pelas manhãs tu és a vida a cantar
E à tardinha, ao sol poente
Deixas sempre uma saudade na gente
Copacabana, o mar, eterno cantor,
Ao te beijar fico perdido de amor
E hoje, vive a murmurar:
Só a ti Copacabana eu hei de amar”

Copacabana de Alberto Ribeiro e João de Barro, o Braguinha

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sábio ditado. Sábio Gentileza.

Tristeza

Do blog http://olharesloiros.blogspot.com/, do dramaturgo Mário Viana, sobre o acidente com o avião da Air France.

"Nosso mal-estar também se mistura ao destino do vôo: Paris. Paris não é lugar de sofrimento, de dor ou punição. Quantos, dentre aqueles passageiros, não acordaram no domingo com um brilho excitado nos olhos: “Hoje eu vou pra Paris”. E os amigos, parentes, colegas sorriam de inveja, mesmo de quem fosse a trabalho. Não se chora em Paris – só nos filmes franceses. O acidente do Airbus traiu as expectativas de seus passageiros. Negou-lhes Paris e imprimiu, nos corações de quem sobreviveu, a imagem de uma dor que parece sem cura".

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Malditas etiquetas!

Alguém precisa avisar pros fabricantes de roupas que as etiquetas que eles colocam nas roupas pinicam, espetam, incomodam à beça. Fico pensando se estas mesmas pessoas que fabricam roupas não metem a tesoura nas detestáveis etiquetinhas das peças que estão usando. Claro que cortam. Eles, os filhos deles, as mulheres deles, os maridos delas, todo mundo. Sim, algumas pessoas são mais sensíveis (ou frescas, como queiram) que as outras. Sim, há etiquetas que espetam mais e outras que espetam menos. Mas TODAS, sem exceção, são um problema. E dá-lhe etiqueta! Tem até etiqueta escondida que a gente aó vê quando veste, justamente porque fica incomodando. E o pior é que retirar estas malditas etiquetas das roupas é um saco.
Muitas vezes – ou melhor, na maioria das vezes - não adianta só cortar as ditas cujas, pois continuam pinicando. É preciso retirar o que sobrou de tecido com muita paciência e o auxílio de uma tesourinha de ponta fina. Muuuito devagar, para não danificar a roupa nova, o que, aliás, invariavelmente acontece. Algumas marcas mais bacanas e atentas às exigências dos consumidores já acabaram com este tormento, substituindo suas etiquetas por outras impressas ou silcadas nas peças. Mais eficiente, impossível. Para mim, pelo menos, conta ponto.

"Jesus, me abana!!!"

O caderno Light de A Voz da Serra publicou sábado um artigo maravilhoso assinado pela psicanalista Elma Izaí que vale a pena ler. Ela viveu alguns anos aqui em Friburgo, depois sumiu, mas agora nos brinda com estas reflexões muito interessantes. Confiram. Em tempo: o Raj em questão é o personagem interpretado pelo gostosão do momento, Rodrigo Lombardi, em "Caminho das Índias". E o artigo não é sobre novela e sim sobre relacionamento.
O Raji nosso de cada noite

Todas as noites ele entra sala adentro, perturbando nosso sossego. Aproxima-se de nós, enquanto nosso companheiro de quarto cochila na poltrona. Rouba nossos sorrisos mais íntimos e nossos ais quando lambe com os olhos o rosto de sua mulher.

Ele a olha delicadamente, e seu olhar varre seu corpo devagar, enquanto suas mãos a tocam quase imperceptivelmente. Ele a abraça enquanto ela está de pé! Ah, como isto faz diferença! Deitados, somos todos do mesmo tamanho, e isso muda tudo. De pé, as distâncias, as diferenças, são percorridas pelos olhares, pelo sussurro da respiração e, principalmente, de pé a gente se move e os corpos se aproximam e se afastam, criando uma energia absolutamente especial

Como já diziam os antigos: mulheres não têm órgão sexual! Por isso espalharam sua sexualidade por toda a pele. Mas, por algum motivo, esqueceram de dizer isto aos homens. Então, enquanto as mulheres esperam ansiosas que seus parceiros lhes acariciem a nuca e os cabelos, eles se preocupam em despi-las. As mulheres não querem ser despidas, querem ser desfolhadas, querem que lhes retirem as pétalas suave e delicadamente. E o Raji faz isso, enquanto muitos maridos leem a parte de esportes do jornal...

O Raji jura que vai tentar! As mulheres adoram esse tipo de compromisso. Mas muitos maridos acham completamente desnecessário reafirmar afetos que já deveriam estar mais do que claros. O Raji dança e se encanta com a dança de sua mulher. As mulheres adoram dançar e mais, adoram serem vistas dançando...

O Raji entra pela tela da tevê e invade os sonhos das mulheres, que sorriem encantadas, enquanto alguns maridos esperam a novela acabar para ver alguma coisa que preste na TV. O Raji autoriza fantasias, estimula desejos e, principalmente, se alia à mulher na defesa da delicadeza e da ternura...

Ou tiram o Raji do ar ou vai ter muita mulher pedindo visto para a Índia ou despachando seus companheiros de vida para outros destinos. Porque enquanto ninguém faz as mulheres se conformam, mas quando aparece alguém fazendo, fica muito mais difícil resistir ao desejo de ser delicadamente amada.
(Elma Izai, psicanalista)