quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vinte anos sem Raul

Estou ouvindo Raul Seixas direto. Consegui a obra completa dele, tão completa que só coube em dois DVDs, cheia de raridades. Coincidentemente, faz 20 anos que ele se foi para o second floor, como costuma dizer a Liana quando se refere a alguém que se foi.
Se tem uma coisa que me deixa arrasada é ver artistas como Raul, Cazuza, Renato Russo, Rafael Rabello e tantos outros morrendo tão cedo. Eles ainda teriam tanto para viver e para criar... Não é justo. Enquanto eles se vão, tantas tralhas aí vivem 80, 90 anos ou até mais. Meu consolo é saber que acabam sendo esquecidos pois não deixam nada que preste.
Já Raul... Mesmo após 20 anos de sua morte, completados no dia 21 (como estou atrasada com este blog!!!), ainda consegue vender discos, ser reverenciado por quem viajava para outras esferas ao som de Metamorfose ambulante, Ouro de Tolo, Gita, Tu és o MDC da min há vida, Medo da chuva e tantas outras, Mais, Raul é adorado pelas novas gerações que sequer tiveram a oportunidade de conhecê-lo vivo. Um fenômeno.
Ser lembrado pela cultura de um país sem memória, onde inúmeros artistas caem logo logo no ostracismo e em total esquecimento não é tarefa fácil. Para mim, o segredo da imortalidade do Maluco Beleza, que se foi aos 44 anos, está, sim, no seu legado, mas também em sua irreverência, na imagem de rebeldia que ele cultivou e disseminou.
"Raul foi o cara que soube como ninguém misturar o rock com a música brasileira, sempre contestando, filosofando, enlouquecendo. Ninguém mais soube fazer isso". A declaração é de Sylvio Passos, fundador do fã clube oficial dedicado a sua memória, o Raul Rock Club. Falou e disse.

4 comentários:

Liana disse...

Ah eu adoro o Raul! No dia que soube ser o dos vinte anos sem Raul fiz um post legal lá no Iggnácia em homenagem a ele,tem até uma entrevista dele no Jô...
http://iggnacia.blogspot.com/2009/08/toca-raul.html
Essa coisa de visionários que sobem cedo demais sempre me intrigou...mal sabia eu!
Que bom que você apareceu.
Beijo!

Liliana Sarquis disse...

Estava ouvindo Queen quando li este post. Semana passada foi Cazuza e janis Joplin. Na outra, Nirvana. Parece que os bons morrem cedo mesmo. Grandes poetas nossos, grandes compositores clássicos. Alguns vivem muito, como Braguinha, mas uma boa parte, principalmente os mais in(tensos)parecem que não resistem a expor suas almas impunemente. Ainda bem que Chico, Caetano e gil já passaram dos 60. Dorival ficou compondo na rede bem mais que isso. Que bom que não sou poeta, música ou nenhum tipo de artista. Frito linguiça, coleciono cds e bebo cerveja (cerveja mata????).

Liliana Sarquis disse...

Resolvi postar mais uma coisa. Quando criança ganhei um radinho de pilha do meu pai. Rosinha (rsrsrs). Eu ia para cama e ligava ele, sem que ninguém soubesse. Anos 70, ditadura. todo mundo indo embora ou sendo preso. Descobri chico, Milton, Gil, Caetano e...Raul. Na verdade, os quatro primeiros eu havia descoberto nos festivais. Raul não. só lembro do radinho cor de rosa. Eu sou a mosca que pousou na sua sopa. Que é isso???? Eu nasci há dez mil anos atrás...que porra é essa??? (naquela época eu não falava palavrão, mas devo ter pensado: que coisa estranha. E aí é que ouvia mesmo). Adorava ouro de tolo. Sabia grande parte das músicas dele. Depois, já fazendo normal, acho veio pluct plact zum...achei legal, mas aquelas outra músicas esquisitonas me atraiam mais. Depois ele bateu as botas. Acho que lembro das letras até hoje, vou colocar o cd dele e testaqr minha memória.

Anônimo disse...

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