










Simone de Beauvoir e e Sartre










Nunca entendi porque aquela história mexia tanto com ele, aliás, nem sei se nossas filhas chegaram a ler o livro e se entenderam a empolgação do pai por aquela história e narrativa. Eu só me lembro que era sobre um adolescente americano rebelde e atormentado, sua passagem para vida adulta. Não chegou a me tocar, talvez por ser mulher, sei lá.
De qualquer forma, O apanhador no campo do centeio é um dos maiores clássicos da literatura mundial e já provou ser uma obra de respeito até por sua resistência ao passar dos anos. Até hoje, 60 anos depois de lançado, são vendidos anualmente cerca de 250 mil exemplares, marca que muitos autores de best-sellers não alcançam.
Salinger morreu ontem e por causa disso seu nome volta ao noticiário. Conhecido como autor de um livro só, vivia recluso há muito tempo, dava pouquíssimas entrevistas e não se deixava fotografar. Mas numa entrevista que deu ao The New York Times, disse que amava escrever, mas só escrevia para si mesmo e para o seu prazer.
Estranho isso, não é? Todo mundo escreve para um leitor, hipotético ou não. Todo mundo que escreve quer ser lido. Eu acho.
Este ano, então, nem se fala, pois teremos o casamento de minha filha Helena e Ramiro no dia 31. E, como nossa família adora uma festa, vamos comemorar à altura, claro. Quem me conhece, sabe. Eu não iria perder uma oportunidade dessas para fazer um festão para reunir todo mundo, os amigos de ontem, de hoje e de sempre.
Muita gente me pergunta para que. Para que gastar tanto dinheiro com uma festa de casamento? Para que ter tanto trabalho? Ora bolas, para que? A resposta, na minha cabeça, é tão óbvia que nem precisava explicar. Mas, de qualquer forma, vou arriscar.
Acho que a vida é feita desses momentos, inesquecíveis, que ficam guardados na alma, na memória e nos álbuns de família. É nesses momentos que se formam e se fortalecem os vínculos familiares e de amizade, de valor inestimável, sob todos os pontos de vista. É nessas horas, nesses encontros, que a gente deixa de lado os problemas e as dificuldades desta vida para se concentrar em se sentir feliz - nem que seja só enquanto durar a festa.