terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Intolerância religiosa envolve 70% da população mundial


A gente aqui no Brasil não tem a menor ideia do que vem a ser isso. Felizmente, podemos festejar. Aqui, protestantes de várias denominações, católicos, espíritas, macumbeiros, budistas, hare-krishnas, santo-daime, judeus, muçulmanos, hindus, mórmons, esotéricos diversos convivem e se respeitam sem qualquer problema.

Mas a verdade é que somos quase uma exceção no mundo. Basta dizer que 70% dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta vivem em países com sérias restrições estatais e hostilidades sociais à liberdade religiosa. Que vão desde limitações constitucionais (e outras proibições contra a liberdade de expressão) ao terrorismo puro e simples. Os dados são de uma pesquisa feita por um respeitado instituto de pesquisas americano (Pew Research Center), que analisou as restrições à religião em 198 países, onde vive quase cem por cento da população mundial.

A lista de países com maiores restrições governamentais e sociais à liberdade religiosa é encabeçada, claro, pelos que seguem a fé islâmica - a Arábia Saudita, Paquistão, Irã, Oriente Médio e África do Norte. As zonas com maior aceitação religiosa são, a América do Norte e a América do Sul, o que também não chega a ser uma novidade.

Mas o estudo, que li numa revista eletrônica muito interessante, a Envolverde, vai muito além da obviedade. Por exemplo, fiquei sabendo através dele que os governos vietnamita e chinês fazem grandes restrições à religião, seja ela qual for, mas o povo aceita bem as manifestações religiosas de quem professa alguma fé. Já na Nigéria e em Bangladesh, acontece o oposto. Quem não segue a religião da maioria sofre pressões sociais, havendo, inclusive, muitas guerras religiosas, mas da parte do governo não existem restrições a credos.

Dos 25 países mais habitados do mundo, as maiores limitações à liberdade religiosa foram registradas no Irã, Egito, Indonésia, Paquistão e Índia. Os que menos limitam são mesmo o Brasil, Japão, Estados Unidos, Itália, África do Sul e Grã-Bretanha. A China e a Índia, os países com a maior população do mundo, o povo não tem a menor liberdade religiosa, mas com uma diferença interessante. Na China as proibições partem do governo propriamente dito. Já na Índia, o problema maior é mesmo a cabeça do povo, que não aceita nenhuma outra religião além do hinduísmo, condenando severamente quem ousa se afastar de seus dogmas.

Como era de se prever, Israel teve uma pontuação alta no índice de hostilidade social, considerando os infindáveis atos de terrorismo relacionados com a religião e a guerra contra os palestinos. Até quando? Até quando?






4 comentários:

Liliana Sarquis disse...

Dalvinha, felizmente estamos num país com tolerância religiosa. Pelo menos de uma boa parte da população. Acho, entretanto, que quem é espírita, principalmente da umbanda ou candomblé, sofre um pressão muito além do que se pode chamar de "diferença de credos", passando para a intolerância. O crescimento de "facções" evangélicas, mais radicais, me assustam. Chutar despachos, quebrar santos, fazer lobbys (políticos) contra reinvidicações de certos cultos, ridicularizar outras religiões, tudo isso para mim se chama intolerância religiosa. Quantas pessoas da umbanda ou candomblé vc conhece que assumem sua crença (muitos falam que são católicos)? quantos morrem de vergonha quando precisam colocar despachos na encruzilhada ou tenham que "deitar pro santo"? Ah, tem ainda os ateus. Estes então, coitados, parecem que são a encernação do próprio demo! rsrsrs.

Carlos Emerson Jr. disse...

Nem vou falar das guerras santas, praticadas por todas as religiões, em nome de seus deuses...

E para complementar o ótimo comentário da Liliana, vamos incluir nessa lista os agnósticos e ateus, que ainda são queimados vivos se assumirem suas não-crenças.

Um beijão

Liliana Sarquis disse...

Ah, meu Deus! Lá vou eu parar na fogueira...

Lista Telefonica disse...

www.sualista.com.br