Mais uma edição de Valentina está a caminho, graças à obstinação de minha amiga Ana Borges. Há dois anos, eu, ela e Liliana Sarquis gestamos e demos à luz a uma revista que, com todas as limitações e tropeços, logo marcou seu espaço, tornando-se conhecida e aguardada na cidade. Algumas edições depois, eu e Lili desistimos de ficar de pires na mão diante dos possíveis anunciantes. A Ana, porém, resistiu. Neste meio tempo, tentou uma parceria com um rapaz que se revelou um picareta e acabou levando o maior cano. Nem assim ela desistiu. E Valentina aí está, agora mais firme que nunca. A matéria de capa da próxima edição (e a capa propriamente dita) é o trabalho do designer friburguense Guilherme Marconi, que ganhou o mundo com trabalhos como o rótulo da vodca Absolut, de walpapers e anúncios de celulares Nokia, Havaianas e tantos outros. Este, porém, já é outro post.
domingo, 31 de maio de 2009
Garapa

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José Padilha
sábado, 30 de maio de 2009
“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Fernando Pessoa/Ricardo Reis, 14-2-1933
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Fernando Pessoa/Ricardo Reis, 14-2-1933
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Pequenas autoridades
Vez por outra a gente se depara com eles. Estão por toda parte, principalmente nos órgãos públicos, e parecem sentir um mórbido prazer em azucrinar a vida da gente. São as pequenas autoridades. Por ocuparem, num determinado momento, algum cargo ou função que lhes confere uma certa autoridade, ainda que mínima, as pequenas autoridades usam este poder para atravanca a sua vida. Tem o chefe que parece gostar de humilhar seus subalternos, o burocrata que vive a repetir: “Não posso”, “não dá”, “são normas da casa”, “sem o protocolo é impossível localizar”...
Outro dia, um segurança do Banco Real me impediu de entrar na agência no minuto exato em que o banco estava fechando. Não, não podia mais entrar, o banco já tinha fechado, informou. Tá bom. Já conheço estes tipos. Não adianta pedir, insistir, gritar, xingar, espernear. As pequenas autoridades são inflexíveis. Apegam-se a regrinhas, a convenções, levando-as ás últimas conseqüências. O objetivo? Apenas um. Atrapalhar a nossa vida. Quando fazem isso, provam a si mesmos e aos demais que têm poder. E o poder, prova a história, é inebriante, insaciável. Não é à toa que tem tantas pequenas autoridades por aí.
Outro dia, um segurança do Banco Real me impediu de entrar na agência no minuto exato em que o banco estava fechando. Não, não podia mais entrar, o banco já tinha fechado, informou. Tá bom. Já conheço estes tipos. Não adianta pedir, insistir, gritar, xingar, espernear. As pequenas autoridades são inflexíveis. Apegam-se a regrinhas, a convenções, levando-as ás últimas conseqüências. O objetivo? Apenas um. Atrapalhar a nossa vida. Quando fazem isso, provam a si mesmos e aos demais que têm poder. E o poder, prova a história, é inebriante, insaciável. Não é à toa que tem tantas pequenas autoridades por aí.
“Pouco a pouco a música desapareceu e com ela o sentido de felicidade profunda que me acompanhara nos primeiros anos de vida. Pois é, a felicidade, justamente o que mais lastimei perder. Mais tarde, claro, voltei a experimentar alegria, mas a alegria está para a felicidade assim como uma lâmpada elétrica para a luz do sol. A alegria tem sempre um objeto, fica-se alegre por algum motivo; é um sentimento cuja existência depende do exterior. A felicidade, por sua vez, não tem objeto. É algo que toma conta de nós sem motivo aparente; em sua essência, parece-se com o sol, queima graças à combustão do seu próprio coração.” ("Vá aonde seu coração mandar"- Suzanna Tamaro, Rocco, 1995)
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Mata Atlântica perdeu pelo menos 103 mil hectares desde 2005

quarta-feira, 27 de maio de 2009
Tarefismos
O luar inunda minha cama por uma fresta da cortina e enche este espaço mágico com altos devaneios, que infelizmente logo dão lugar a planejamentos, tarefismos, compromissos. Não esquecer de passar na costureira, buscar a panela de pressão, levar o cinto preto para o conserto... o que mais? Ah, tenho que comprar um presente para Vitória, que faz dois aninhos, preciso também ir à farmácia pois já tem um monte de coisas começando a faltar aqui em casa: sabonete líquido, creme dental, desodorante, aspirina, ponstan, epocler, lenços de papel, lenços umedecidos e, é claro, Cewin. O laboratório que fabrica este santo remédio deveria me dar uma comissão, tantos anos ingerindo, administrando, recomendando o dito cujo pra todo mundo. Não sei em que ponto estão as pesquisas científicas sobre o real papel da vitamina C na prevenção de resfriados, mas que o Cewin funciona, lá funciona. E nada de sono. Vou é voltar ao meu livro do Arnaldo Bloch (Os Irmãos Karamabloch), que já está no finalzinho. Estou economizando pro livro não acabar, já viu disso? Apesar da saudade que fico da Bloch, da vista do oitavo anda da Manchete, do restaurante do terceiro andar e até, pasmem, do seu Adolfo.
Dá medo só de pensar...
Cruzes!!!
A situação na Coréia do Norte está prá lá de crítica. Dá um baita medo. Só nesta terça-feira, este país lançou três mísseis nucleares de curto alcance. Os testes nucleares desencadearam fortes críticas, da ONU, dos Estados Unidos, da União Europeia e da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). O Brasil também condenou a demonstração de força norte-coreana.
Mas o governo da Coreia do Norte parece não estar nem aí, inclusive está prometendo novos lançamentos de projéteis, com um alcance de 160 quilômetros, em sua costa ocidental. Basta ver o que a delegação coreana afirmou durante a sessão especial da Conferência sobre Desarmamento ocorrida hoje em Genebra, na Suíça, um pouco antes do disparo do terceiro míssil. “Enquanto continuarem as pressões internacionais, continuaremos defendendo nossa segurança".
Uma grave ameaça para a paz e a segurança internacional e um grande desafio para o regime internacional de não-proliferação de armas.
A situação na Coréia do Norte está prá lá de crítica. Dá um baita medo. Só nesta terça-feira, este país lançou três mísseis nucleares de curto alcance. Os testes nucleares desencadearam fortes críticas, da ONU, dos Estados Unidos, da União Europeia e da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). O Brasil também condenou a demonstração de força norte-coreana.
Mas o governo da Coreia do Norte parece não estar nem aí, inclusive está prometendo novos lançamentos de projéteis, com um alcance de 160 quilômetros, em sua costa ocidental. Basta ver o que a delegação coreana afirmou durante a sessão especial da Conferência sobre Desarmamento ocorrida hoje em Genebra, na Suíça, um pouco antes do disparo do terceiro míssil. “Enquanto continuarem as pressões internacionais, continuaremos defendendo nossa segurança".
Uma grave ameaça para a paz e a segurança internacional e um grande desafio para o regime internacional de não-proliferação de armas.
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