

Ando num mau humor que dói. Rabugenta, reclamona, um saco, nem eu estou me aguentando. Tudo me irrita. Estou insuportável. O motivo? Vai lá saber. Não sei como é com você, mas eu não preciso de motivo para ficar azeda. Às vezes dá até para ter uma noção do que desencadeou o processo – geralmente coisa pequena e contornável – mas nem sempre.
Tem dias que a gente simplesmente acorda se sentindo assim.
Sim, eu sei perfeitamente. Conviver com uma pessoa mau humorada é difícil e muito, muito desagradável. Parente direto da depressão, o mau humor faz com que a gente só enxergue o lado negativo das coisas e, de uma certa forma, podemos dizer que é contagioso. Também reconheço, humildemente, que nós, mulheres, somos bem difíceis de entender, sujeitas a mudanças bruscas de humor e a acessos de mau humor aparentemente sem motivo.
Mas, vamos combinar. Nossas rotinas diárias e o volume de trabalho, afazeres, compromissos e preocupações a que somos submetidas têm mais é que nos tirar mesmo o bom humor. Pelo menos de vez em quando. Quase todos os dias somos obrigadas a lidar com situações extremamente estressantes, a ponto de não conseguirmos nos desligar para um merecido descanso.
Vivemos equilibrando pratos, somos o fiel da balança da família. Isso cansa.







