Por mais que eu tente – e olha que tento mesmo, de verdade - não consigo me manter minimamente em dia com o mundo, as pessoas que amo e, principalmente, com as coisas que mais me dão prazer, como a leitura, a música e... este blog. Com isso acabo me sentindo permanentemente em falta com todos a meu redor e também comigo mesma. Sentimento ruim esse!
O tema é recorrente aqui neste blog, desculpem. Meu consolo é saber que a Cora Rónai também fala nisso o tempo todo e que tanta gente que conheço sente a mesma coisa. A Cora tem uma explicação para esta pandemia de falta de tempo, que ela atribui, muito sabiamente, ao “mundo hi-tech e a vida-ponto.com”. Temos e-mails e mais e-mails para responder e para escrever, sei lá quantos sites e blogs obrigatórios para visitar. Chega a dar nervoso ter infinitas fontes de informação ao alcance de um toque. Dá saudade do tempo em que só havia o Caderno B, como disse a Marina W.
Não, longe de mim ansiar por uma volta ao passado. Dispor de conexão é, para mim, uma questão de vida ou de morte, mas que a internet é a principal responsávele por esta angústia não tenho a menor dúvida. Nós, que assistimos o início de tudo, acreditávamos, ingenuamente, que com aquela ferramenta teríamos mais tempo disponível. Foi o contrário que aconteceu.
Resultado: tudo está atrasado na minha vida e, provavelmente, na sua também. O excesso de informação me pirou. Não acho mais nada na minha pasta de Favoritos, de tão grande que está. Como não consigo deixar de ler jornais e revistas, tem uma pilha de O Globo e Veja me esperando. Tenho pelo menos cinco livros novos para ler na mesinha de cabeceira. Para dar conta de tudo o que quero fazer, meu dia teria de ter o dobro de horas. Como não tem, o jeito é ir administrando a informação do jeito que dá. E tome frustração.
Chega a ser assustador.