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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

De bem com a vida







Chove lá fora. O dia está cinzento e frio, mas eu começo a semana de alto astral. Feliz da vida, hoje vou sair de vermelho e preto, em homenagem ao Mengão. Mas estou assim nem foi por causa da vitória do time mais popular do país, não, que nem tão ligada sou a futebol.

Já na manhã de ontem havia tomado a decisão de não me deixar mais contagiar pelo baixo astral que tem me invadido mal tomo conhecimento das noticias do dia. Claro que vou continuar me indignando com as falcatruas, os roubos, a corrupção, os jogos do poder, assim como com a violência, a homofobia, a discriminação ou o disse-me-disse e as mediocridades aqui da província.

Mas não vou deixar que nada disso me atinja mais. Estou blindada, protegida. Como? Deixando que a beleza, a poesia e a música me invadam, permanentemente. Reservando espaço na agenda para mergulhar nestes oceanos. Funciona. Ontem me senti leve e alegre o dia inteiro. Passei a manhã ouvindo poesia em forma de música, um CD com poemas musicados de Fernando Pessoa, nas vozes de nomes como Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Elba Ramalho, tem um até gravado por Elizeth Cardoso.
Depois, mergulhei em Budapeste, de Walter Carvalho, um filme denso, sensível, delicado. Só não consegue ser mesmo melhor que o livro, aliás, acho que nenhum filme consegue. Mas aquele lance de escrever no corpo das mulheres é mesmo extremamente sensual. Pode ser só porque foi narrado pelo Chico, que é o maior símbolo sexual de todas nós, mas de qualquer forma, é lindo demais, faz bem à alma.

Mudança de registro. Futebol. Quanta emoção, quanta adrenalina e...
Vitória do Mengo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O que eu mais gosto, quando o Flamengo ganha, é ver a festa da torcida, acho que nenhuma supera a do Flamengo em paixão.

Para completar, teve o show da Madonna no Multishow. Mais de duas horas. Foi o espetáculo que ela fez em Buenos Aires, uma loucura de lindo. Os argentinos são loucos por Madonna, principalmente depois que ela interpretou Evita no cinema. Quando ela canta “Don’t cry for me, Argentina”, então, a plateia delira, chora, vai, literalmente à loucura. Adoro a Madonna, gente, uma paixão que aumenta a cada dia, a cada show, a cada aparição dela.

Um sol tímido começa a se esboçar, parece que o tempo vai abrir, melhor assim. Chuva demais aqui em Friburgo sempre preocupa.Já marquei minha massagem que me deixa novinha em folha e nunca tenho tempo de fazer. E hoje estarei às 21h na TV Zoom (canal 10 da RCA TV) dando uma entrevista sobre blogs, twitter e coisa e tal no programa Ideias e Ideais, mais conhecido como o "programa da Janimary".

Imagem de Mary Jane Ansell