
Estou tomada por uma sensação de desalento que, de uma certa forma, vem paralisando minha mente e tem até me afastado aqui do blog. Sabe quando a gente fica achando que nada vale a pena, que nada faz sentido?
Mais precisamente, que não adianta denunciar, criticar, brigar? Sinto-me em estado de choque diante dos vídeos de Brasília, cada um mais torpe e vergonhoso que o outro, das declarações de Lula sobre o episódio envolvendo José Roberto Arruda, afirmando que “os vídeos não falam por si”, do noticiário que passa a impressão, eu diria mesmo, a certeza, de que nada vale a pena, que mais uma vez tudo vai acabar em pizza.
Desanima constatar as ameaças e acusações de uns contra os outros, imaginar os acertos e acordos que já estão sendo articulados e fechados na capital. A sensação de que o poder sempre estará nas mãos de políticos safados e corruptos, de lobistas, de curriolas é paralisante.
Mais precisamente, que não adianta denunciar, criticar, brigar? Sinto-me em estado de choque diante dos vídeos de Brasília, cada um mais torpe e vergonhoso que o outro, das declarações de Lula sobre o episódio envolvendo José Roberto Arruda, afirmando que “os vídeos não falam por si”, do noticiário que passa a impressão, eu diria mesmo, a certeza, de que nada vale a pena, que mais uma vez tudo vai acabar em pizza.
Desanima constatar as ameaças e acusações de uns contra os outros, imaginar os acertos e acordos que já estão sendo articulados e fechados na capital. A sensação de que o poder sempre estará nas mãos de políticos safados e corruptos, de lobistas, de curriolas é paralisante.
Enfim, tudo o que tem vindo à tona desde sexta-feira é muito triste. Mas, por incrível que pareça, não tem mais me surpreendido nem revoltado nho me sentido , eu diria, revoltante. O problema é que este sentimento de revolta parece ter me abandonado e é isso que me apavora. Prefiro mil vezes a indignação que o conformismo. E não estou mais me sentindo indignada. Chocada, sim, mas não indignada, revoltada.
O desalento, este sentimento deplorável, tira da gente o que temos de melhor, justamente por nos impelir para a frente: o interesse pelos desafios. Traz em si algo abominável em sua própria essência, a falta de expectativas e, mais ainda, de perspectivas. Em uma palavra, a possibilidade de vislumbrar um futuro melhor para o nosso país. Uma tristeza.


O desalento, este sentimento deplorável, tira da gente o que temos de melhor, justamente por nos impelir para a frente: o interesse pelos desafios. Traz em si algo abominável em sua própria essência, a falta de expectativas e, mais ainda, de perspectivas. Em uma palavra, a possibilidade de vislumbrar um futuro melhor para o nosso país. Uma tristeza.


Imagens de Stefano Bonazzi e Platinum Image Conception Studio



