sexta-feira, 31 de julho de 2009

Não entendo

Terra de Esperança

E até agora nada...

Continuemos na torcida por Gabriel Buchmann. Aqui, as últimas notícias, diretamente do Maláui, enviadas pela namorada dele, Cristina Reis, que foi prá lá acompanhar as buscas. Realmente, tudo o que pode ser feito está sendo, não se pode desanimar, pelo menos por enquanto.

Malaveia, onde encontro minhas músicas

Sinto-me feliz por pertencer a uma geração que teve o privilégio de participar de um período tão, mas tão rico de autores, cantores, compositores... enfim, uma MPB com B maiúsculo. Não que não goste do novo, pelo contrário. Em matéria de música, sou a mais eclética das criaturas, acho que só não curto mesmo o funk, mas assim mesmo já ouvi alguns bem legais. Adoro rap, até alguns sertanejos às vezes me comovem. Chorinho, samba, especialmente o samba de raiz, nem se fala. Amo de paixão. Também gosto de hit-parades, tipo música de novela, mesmo enjoando delas em pouquíssimo tempo.

Os clássicos, então, são uma categoria à parte para mim e cada vez gosto mais deles. Vou de Chopin e Debussy a Mozart (ai, como adoro Mozart) e, recentemente, descobri o prazer das óperas.

O que escolho para ouvir? Depende. Do meu estado de espírito, do ambiente em que estou, das pessoas que estão ao meu lado, do som disponível, se posso ou não ouvir aquele som na altura que desejo. E depende, claro, do que estou fazendo no momento. Há pouco tempo descobri a Malaveia, uma rádio online e estou viciada nela. É a primeira coisa que faço quando ligo aqui este notebook. A Malaveia, com seus flashbacks (e tb. com suas loucuras mais loucas), me acompanha o tempo todo neste blog, tanto que para facilitar a linkei aqui no blog.

Se vocês ainda não conhecem, dêem um duplo clique aí à direita em "Onde encontro minhas músicas". Neste momento, os Mutantes (lembram???) me levam a viajar no tempo com "ela é a minha menina, eu sou o menino dela, ela é o meu amor, eu sou o amor todinho dela"... Mas na Malaveia nao tem só coisa velha não, pelo contrário. É antenadíssima. muito louca a Malaveia.


Depois falo mais dela aqui, mas desde já, vale o toque. Confiram que não irão se arrepender. Depois me digam o que acharam.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Oficina de plantas medicinais para crianças

Uma oficina de plantas medicinais para crianças. Pena que não é em Friburgo, se fosse, certamente Alice participaria desta oficina. Que idéia incrível, tomara que alguém daqui resolva imitar. Se alguém que me lê é aí de Teresópolis, vale a dica. Qual a criança que não adoraria curtir um dia inteiro numa horta e até aprender a fazer xaropes caseiros e temperos usando plantas medicinais?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Na torcida por Gabriel Buchmann


Estou acompanhando de perto o caso do brasileiro que está perdido na África desde o dia 17. No começo, a imprensa falou muito do caso, mas depois meio que caiu no esquecimento. Para que isso não acontecesse, alguns amigos criaram o blog Ajude Gabriel Buchmann, onde li que uma amiga dele embarcou hoje para a África (onde já está um tio do rapaz desde o desaparecimento) para acompanhar de perto as buscas, não deixar que elas parem.

Até agora, infelizmente, elas não deram em nada. Já fizeram um pente-fino em toda a região próxima ao monte Mulanji, onde Gabriel foi visto pela última vez. Nenhum sinal. Para os guias, isso é bom, pois reforça a tese de que ele estaria mesmo perdido e já encontraram pessoas vivas na mesma região, mesmo depois de semanas.

Gabriel tem 28 anos e é um aventureiro por excelência. Basta dizer que ele já percorreu cerca de 60 países, entre Ásia, Oriente Médio e África, sempre na base da carona e do saco de dormir. Graduado em Economia e Relações Internacionais na PUC, lá também fez o seu mestrado. Estava se preparando para o doutorado em Economia da Pobreza, na Universidade da Califórnia. Antes, porém, decidiu viajar mais uma vez, sempre com o mesmo objetivo. Entender a pobreza mais de perto.

Malawi, um dos países mais miseráveis do continente africano, era o último país africano que iria visitar. Sua passagem de volta estava marcada para ontem, dia 28. Não sei porque, mas minha intuição é que Gabriel ainda será encontrado. Tomara que eu esteja certa.
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Do diário de Gabriel Buchmann
'Mas o melhor de tudo é que aqui na África tô conseguindo pôr em prática a viagem que sempre idealizei... hoje ficarei em hotel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais, gastando uns 2-3 dólares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram etc...tô muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grande aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo 80% dos meus gastos pra africanos pobres... e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas... esse amigo meu congolês, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal...'

terça-feira, 28 de julho de 2009

SMILE- Michael Jackson

Já passou um mês, os urubus deram uma trégua, a saudade aperta.

Anonimato e solidão



O corpo do artista se transforma em tela de carne e osso, e se insere na paisagem

Uma pessoa de tal forma camuflada na paisagem urbana que chega a passar (quase) despercebida. Alguns não vêem nisso nenhuma arte, mas é, no mínimo, muito interessante esta forma que o artista chinês Liu Bolin encontrou para retratar o anonimato do ser humano e sua solidão. Como chinês, ele sabe muito bem o que é isso. Não deve ser brincadeira ser "massa" num país de quase um milhão e meio de habitantes. Sem falar na postura do governo comunista com relação à arte.
Observem a riqueza de detalhes de sua pintura corporal. Ele escolhe um bom fundo onde possa "desaparecer". Pode levar mais de dez horas para a cena ficar pronta para ser fotografada. O resultado é impressionante. Tem gente que só percebe a presença de Liu quando ele se movimenta.
Vale registrar que Liu não é mais um desses artistas conceituais que existem por aí. Nada contra a arte conceitual, muito pelo contrário. Acho até muito interessante como forma de expressão, mas que tem muito maluco plantando bananeira e chamando aquilo de arte, tem.
Não é de forma alguma o caso deste artista, que já participou de grandes exposições, inclusive individuais, não só em galerias famosas de seu próprio país, mas também na França, Itália e Estados Unidos. Agora, com as fotos da série Hide in the city, ele passa a ser conhecido e reconhecido internacionalmente.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Será mesmo a Madonna?

Ai, que horror!!! Um paparazzi inglês clicou Madonna assim quando ela saía domingo de um restaurante em Londres. O Daily Mail chegou a comparar o visual de Madonna com uma peça de anatomia e afirma que ela tem exagerado na musculação.

Vozes da Informação

Todos os anos se formam, só no Estado do Rio, pelo menos cinco mil novos estudantes que pretendem atuar na área de Comunicação, dos quais, 70% querem ser jornalistas. Os futuros colegas (e todos os que dão valor à mídia) deveriam conferir o programa Vozes da Informação, que estréia hoje, às 21h, no Canal Brasil. Será um programa curto, em torno de 22 minutos, mas profundo, abordando os bastidores da imprensa.

Dirigido por Jorge Brennand Jr., será um "bate-papo sem censura com os mais renomados jornalistas brasileiros. Entre os entrevistados estão nomes como Ruy Castro, Sergio Cabral, Simon Khoury, Arthur Dapieve, Nelson Hoineff, entre outros. Durante a conversa, eles relembram seus trabalhos mais importantes, revelam passagens curiosas de suas carreiras e analisam momentos marcantes da imprensa nacional.
O crítico musical Nelson Motta, por exemplo, lembra a polêmica capa da Veja que, em 1989, estampava o cantor Cazuza doente com a manchete: "Uma vítima da Aids agoniza em praça pública." Já Joaquim Ferreira dos Santos revela que, na verdade, gostaria de trabalhar com Chacrinha
Vale a pena deixar a novela de lado na segunda-feira. Aliás, por falar em novela, vocês sabiam que é possível assistir ao capítulo do dia anterior inteirinho e sem intervalos comerciais pelo You Tube? Pois eu só fiquei outro dia fiquei sabendo disso e, pelo menos pra mim que não gosto de perder novela, foi uma libertação!

Corporativismo médico

O Sidney Rezende está acompanhando. Vira e mexe toca no assunto e diz que vai ficar em cima. Grávida de nove meses, Manuela Costa, de 29 anos, foi até o Miguel Couto em busca de atendimento. Lá, o médico de plantão, José Roberto Tisi Ferraz, rabiscou em seu braço o nome da maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, e as linhas de ônibus que ela deveria pegar para chegar. O resto, todo mundo sabe. Manuela foi submetida a uma cesariana de emergência e perdeu o bebê.

Depois de faltar duas vezes ao depoimento na delegacia, José Roberto Tisi Ferraz disse que quando examinou Manoela ela não apresentava sintomas de gravidez de risco. Engraçado, porque no boletim dela, o doutor escreveu “hipótese diagnóstica de trabalho de parto prematuro”. Sobre o fato de ter escrito no braço de Manoela o número da linha de ônibus e o nome do hospital (que coisa humilhante!), o médico justificou que não havia papel por perto para fazer a anotação.

Pior é que não foi só uma vez. José Roberto teria escrito nos braços de duas outras grávidas que atendeu (ou não atendeu, né?) o número dos ônibus que deveriam pegar para chegar na maternidade municipal. Para ele, o quadro era o mesmo. Elas não estavam em trabalho de parto e ponto final.

Sidney Rezende contou hoje em seu blog que esteve na Cremerj para saber que providências foram ou estão sendo tomadas para esclarecer o caso. Disseram que foi aberta uma sindicância para apurar a denúncia, que o procedimento é sigiloso e processos assim costumam durar no mínimo seis meses. Até um ano. Informaram também que caso o médico seja condenado, as penas públicas poderão ser censura pública, suspensão de 30 dias ou até cassação de registro, desde que esta medida seja referendada pelo Conselho Federal de Medicina. Até lá, todo mundo já esqueceu. Ou alguém duvida do tal corporativismo médico?



domingo, 26 de julho de 2009

Ainda as fotos inéditas de Regina Lo Bianco

O post Fotos inéditas de Friburgo tiradas durante vôo de helicóetero ainda vem rendendo comentários e até polêmicas. Hoje recebi um e-mail da autora das fotos, Regina Lo Bianco, pedindo que eu colocassse um comentário no blog, que ela, por alguma razão, não estava conseguindo. Preferi colá-lo aqui mesmo, vejam:
"Ano passado fiz uma exposição na Energisa Cultural colocando em evidência problemas gravíssimos da cidade: desmatamento, construções irregulares, poluição visual, degradação dos rios, violência, depredação do patrimônio cultural, enfim problemas urbanos típicos das cidades brasileiras. Agora, neste exato momento estou curtindo as belezas naturais da cidade e todas as suas possibilidades. Meu foco está voltado para como podemos desenvolver estas possibilidades. Por isso, não se trata de omissão mas de olhar para um outro lado."
(Regina Lo Bianco)
Falou e disse, Regininha. De fato, ela tem um olhar todo especial para as inúmeras belezas de Friburgo, mas jamais perdeu de vista suas mazelas. Qualquer hora a gente mostra aqui.

sábado, 25 de julho de 2009

Marisa Monte - Infinito Particular Live "Altas Horas"

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cony, porque não te calas?

Confesso que por essa eu não esperava. Gosto tanto do Cony escritor que acabo misturando as coisas. Mas não é de hoje que Cony está no caderninho de tanta gente boa e que sabe das coisas. Agora, então, depois desta coversa com Arthur Xexéo e Heródoto Barbero na CBN, a imagem de Cony ficou pior ainda. Imaginem que ele livrou a cara do Sarney e disse não achar o nepotismo algo assim tão grave. Quem comentou as lamentáveis declarações de Cony foi o Reinaldo Azevedo, da Veja, em seu blog. Ele pegou pesado e mandou ver. “Esse é Cony, que recebeu uma das maiores indenizações pagas no país como ‘perseguido’ do Regime Militar: R$ 1,5 milhão e pensão mensal de R$ 19 mil...”. Mas é melhor ler na fonte. O Cony devia era ter ficado quieto. Cony, porque não te calas?

Tem coisa mais irritante que telemarketing?

Poucas coisas me irritam tanto quanto receber ligações de telemarketing. E o pior é que elas acontecem sempre quando você menos tem tempo a perder. Tenho até uma certa pena dos pobres coitados que por falta de opção profissional são obrigados a encarar um emprego desses, mas a verdade é que eu não tenho nada com isso. E nem sempre (ou melhor, raramente), meu bom humor e minha paciência são suficientes para tratá-los com, digamos, um mínimo de cortesia ou, como queiram, de educação.

O que me alivia um pouco é saber que não sou só eu. Pelo que sei, todo mundo, mas todo mundo mesmo, reage de modo semelhante a estas investidas desagradáveis de bancos, empresas de telefonia, provedores de internet e por aí afora. Mas deve funcionar, caso contrário não insistiriam tanto com uma estratégia que incomoda uma boa parte, senão todos os seus ambicionados clientes.

Não conheço ninguém que tenha feito um bom negócio a partir de uma ligação dessas, ou que tenha se dado bem com isso. Por essas e outras, já tenho uma série de desculpas e patadas prontas a serem desferidas contra os teleatendentes mais chatos e insistentes (todos eles, aliás).

Uma dica: corte imediatamente. Já percebi, já constatei. Não adianta ter educação. Se você der um mínimo de atenção, fica muito mais difícil cortar. Outro dia uma amiga me ensinou um truque tem se revelado infalível. Ao ouvir aquela dicção inconfundível e aquele sotaque paulista diga apenas que você ou a pessoa que procuram não mora mais ali. Funciona milagrosamente. Antes eu dizia apenas que não estava, mas queriam saber a que horas poderia ser encontrada e ligavam mesmo naquele horário, na maior desfaçatez. Se você cair na besteira de dizer "só à noite", pode ter certeza, um mala vai te ligar exatamente na hora em que você estiver jantando ou assistindo sua novelinha.

Depois que comecei a usar esta tática, ou seja, a dizer que não morava mais na minha casa, as ligações de telemarketing diminuíram consideravelmente. Vale a pena experimentar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Uma viagem o concerto de Arthur Moreira Lima

O mínimo que se pode dizer do concerto de Arthur Moreira Lima ontem no Festival de Inverno é que foi uma viagem. O público (respeitoso desta vez) lotou, literalmente, o Teatro Municipal (cujo nome é Ariano Suassuna, mas estão querendo rebatizar, vê se pode, mas isso já é outra história). Vi gente sair do concerto chorando e não foi à toa não. Aquelas mãos mágicas emocionam a qualquer um dotado de sensibilidade.

Claro que Chopin ajuda. Afinal, Chopin é provavelmente o compositor erudito mais popular do mundo. E Arthur Moreira Lima sempre procurou fazer um trabalho de democratização da música erudita. Então, até para seduzir a platéia e fazer o povo entrar no clima, Arthur Moreira Lima abriu o concerto com peças curtas e bem conhecidas, que a gente ouve até em audições de piano, como o Noturno em dó menor e a Grande valsa brilhante. Mas foi só pra esquentar.
Terminou a primeira parte com Scherzo e na segunda, atacou com mazurcas. Um espetáculo. Aplaudidíssimo, sentou-se de novo ao piano para deleite de todos e nos brindou com um clássico da MPB romântica. Nada mais nada menos que Teus olhos, de Garoto, que todo mundo conhece ( "Teus olhos / são duas contas pequeninas / qual duas pedras preciosas / que brilham mais que o luar..."). Aí a plateia foi abaixo. Delírio total. Não dava vontade de deixar o homem ir embora. (Foto: Daniel Marcus)