Mostrando postagens com marcador Fama e Anonimato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fama e Anonimato. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O mestre maior está na Flip

O mestre está participando da Flip, em Paraty e amanhã vai falar sobre "Fama e anonimato". Ai, que vontade de estar lá. Gay Talese é meu mestre maior, meu ídolo do ponto de vista profissional. Bebi em suas fontes e a elas volto vez por outra só para me inspirar. O que sei de jornalismo aprendi lendo suas reportagens, seus artigos, seus livros.
Para quem não é do ramo, Gay Talese tornou-se conhecido pelo perfil que fez de Sinatra construído a partir de várias tentativas inúteis de entrevistá-lo. Um dos trechos do famoso “Frank Sinatra está resfriado” eu me lembro de cabeça. Era mais ou menos assim: “Sinatra resfriado é Picasso sem tinta, Ferrari sem combustível – só que pior.”
Foi Talese, enfim, quem adicionou à prática jornalística elementos da literatura (descrição de cenas, diálogos e, sobretudo, o ponto de vista dos personagens), transformando o próprio repórter em protagonista de suas histórias. Uma lição que se revela cada vez mais atual nestes novos tempos. Parece óbvio mas não é. Ainda tem faculdade de comunicação obrigando os alunos a construir lides clássicos e a respeitar a pirâmide invertida ao redigir suas matérias, respondendo pela ordem, às perguntas o que, quem, quando, onde, como e porque.
Por falar em faculdade de comunicação, vibrei ao ouvir a opinião de Gay Talese sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. “Um diploma não torna você um jornalista”, disse. “O que faz alguém um jornalista e, mais do que isso, um profissional necessário, é ter posse de informações que vão influenciar as escolhas dos cidadãos de um país”, concluiu. Falou e disse, mestre.