
Na tarde de ontem, a notícia de um suicídio movimentou a cidade. O dono de uma das maiores e movimentadas farmácias de Friburgo cortou os pulsos e se jogou do quarto andar de seu prédio. Foi depressão. Estava em tratamento e deixou até carta de suicídio.
Tenho pavor desta doença. Até porque ela muitas vezes se esconde sob uma capa de tristeza, desânimo, mas é muito mais do que isso. A depressão machuca, incapacita a pessoa para as atividades cotidianas, destrói laços afetivos e acaba com a autoestima, podendo, muitas vezes, culminar em suicídio.
A mais comum das doenças psiquiátricas, a depressão ainda continua desafiando a medicina. Suas origens biológicas e suas causas ainda não foram totalmente esclarecidas. Até pouco tempo acreditava-se que a depressão surgia devido à falta de neurotransmissores, substâncias associadas às sensações de prazer, autoconfiança, libido e até ao apetite. A hipótese mais aceita hoje é a de que a depressão está ligada ao mau uso que o cérebro faz dos tais neurotransmissores. Li não sei aonde que os medicamentos atuariam como uma espécie de curativo, que protege a ferida para que o doente não se machuque ainda mais. Apenas.

Imagem: Mike Worral

