Mostrando postagens com marcador Carmina Burana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carmina Burana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O mistério das vozes búlgaras

Vó, que música esquisita, diz Alice. Mãe, que som maluco é esse que você tá ouvindo? Em seguida, vem o Dê e classifica o Flamma Flamma como estranho. E não parou por aí. Logo, logo, minha vizinha-amiga bate na porta e, rindo, diz que ouviu aquela “esquisitice” lá da casa dela, o que seria?

Não quero nem saber, abaixo o som, mas continuo ouvindo esta maravilha de CD que ganhei de presente da minha amigona Liliana Sarquis. Meu pessoal aqui não deixa de ter razão. Flamma Flamma - O Réquiem do Fogo, de Nicholas Lens e Herman Portocarrero, é bem esquisitona mesmo. Esquisitona, estranha e... absolutamente genial. A pessoa pode até não gostar, mas não vai ficar indiferente àquele som. Como disse a Lili, “não é necessariamente pra gostar, é pra conhecer”.

Bem, eu adorei. Gosto de ouvir principalmente quando estou sozinha em casa e posso ouvir meus CDs esquisitos na altura que quero. Flamma Flamma lembra Carmina Burana, mas é muito mais, digamos, pesado. E triste, também. Afinal, é um réquiem e, como tal, uma obra que celebra os mortos.

Impossível rotular. Será tradicional, será clássico? Liliana a definiu como uma peça contemporânea, mas tem aquele tom meio medieval, sei lá, com aquele coro feminino fantástico, O mistério das vozes búlgaras, fundado há mais de 50 anos e reconhecido internacionamente como dos mais importantes da atualidade.

Este CD tinha de vir mesmo da Lili, colecionadora de preciosidades musicais, uma das únicas pessoas que conheço que gasta dinheiro comprando CDs e mais CDs. Como grande fuçadora que é, Liliana vive descobrindo grupos, cantores e cantoras que a gente nunca ouviu falar, das mais longínquas partes deste mundo. Quando me deu o Flamma Flamma ela me falou de um monte de coisas esquisitas que ainda não tive o prazer de conhecer. Pouco a pouco vou ganhando de presente, pode apostar.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Carmina Burana, o destaque maior do Festival de Inverno

O vento não deixou em paz o cabelo do maestro Silvio Viegas
Foi lindo, gente. Esplêndido. Repito, nada entendo de ópera, assim como nada entendo de balés e vinhos. Apenas gosto deles. Ou não. E Carmina Burana me emociona desde a primeira vez que a ouvi e a cada vez que ouço. Então, assistir a Orquestra Sinfônica e Coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro de perto naquele cenário representou, para mim, um momento do mais puro encantamento.

Sabe-se lá porque motivos o fato é que acho Carmina Burana uma peça altamente sensual, erótica até, eu diria. Aquele começo vibrante, eletrizante, apoteótico, seguido de partes mais suaves, sutis, mas nem por isso menos intensas, tudo isso me remete a sonhos e delírios. Será que sou só eu que sinto assim?

Num comentário feito em outro post, minha amiga Liliana Sarquis classifica Carmina Burana como uma obra estranha. “Tão estranha quanto a sua história”, diz. Estranho é pouco, eu diria. Não tenho a menor idéia da história de Carmina Burana, mas concordo com Lili. Carmina Burana parece mesmo “toda quebrada, meio sem nexo, um quebra-cabeças que se fecha no final, com a (quase) repetição da roda da fortuna, a parte inicial”. Isso pra dizer o mínimo.

Em muitos momentos eu fechei os olhos e me deixei levar pela imaginação. Vislumbrei cenas, possibilidades, reminiscências, viajei geral. Nem senti o tempo passar, apesar do desconforto daquele gramado.

Mas como tem gente sem educação! Não estou nem falando dos aplausos antes do final da apresentação, mas de pessoas conversando, falando alto, rindo, aparelhos celulares tocando, o cúmulo da falta de civilidade. Tivemos que mudar de lugar por causa de uma autoridade que não deu a mínima nem quando o encarei com cara de ódio e continuou no maior papo durante um dos trechos mais bonitos do espetáculo. Que babaca. (Fotos: Lúcio César)

domingo, 19 de julho de 2009

Vanessa da Mata no Festival de Inverno

Estamos em pleno Festival de Inverno. Daqui a pouco vou atravessar a rua (sorte a minha) e irei aqui pro Country assistir Carmina Burana com a Sinfônica do Teatro Municipal, oba!!! Ontem à noite fui curtir Vanessa da Mata, que não chegou a empolgar, a não ser em Não me deixe só, Boa sorte e Ai, ai, ai. Mas a noite estava agradável, nem fez tanto frio apesar de uma leve garoa no final. O Country estava lotadíssimo, quem chegou em cima da hora não conseguiu lugar no gramado e teve de ficar em pé e quase não dava pra ver o palco montado na ilha. Não custa perguntar, como ficará o gramado do clube depois do festival, em? A foto é do meu parceiro de A VOZ DA SERRA, Lúcio Cesar.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Carmina Burana no Festival de Inverno de Friburgo

Acabo de voltar do lançamento do Festival de Inverno aqui de Friburgo, que volta a seu formato original - ênfase na música clássica, sem deixar de lado a MPB de qualidade reconhecida. O mais bacana é que o festival (de 16 a 27 de julho, com todos os espetáculos gratuitos) volta também a ser realizado no Country Clube, cenário que o tornou conhecido em todo o país.

Os shows maiores terão como palco a ilha, como era antes do Sesc ter assumido sua realização. Lembro especialmente de Ney Matogrosso cantando ali num dos muitos festivais de inverno, tendo como cenário um céu especialmente estrelado e uma lua cheia daquelas gigantes a refletir no lago.

Soube que o rompimento do convênio (ou contrato ou lá o que seja) da prefeitura com o Sesc não foi nada amistoso e deixou marcas. Enfim, o que nos interessa é que, felizmente, o festival volta a ser o que era e no local de onde nunca deveria ter saído. Eu e todo mundo que conheço nunca nos acostumamos com o festival de inverno do Sesc. Pra mim, se não era no Country podia ser tudo, menos Festival de Inverno.

Este ano, o Festival de Inverno volta a ter também a assinatura de Miriam Dauelsberg, não precisa dizer mais nada. Por enquanto, só está confirmada a participação da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro completa, inclusive o coral infantil e adulto, mais de 300 integrantes interpretando Carmina Burana, imagina, um luxo. Ah, e também está confirmado o show de Vanessa da Matta, também um luxo. Mas tem coisa quente praticamente certa que a Dell'Arte ficou de confirmar até sexta-feira, depois eu conto.