Fim de semana. Rio. Praia lotada, mas deliciosa, com mar calmo e limpo. Fiquei ali na Farme, atualmente tenho preferido ficar com a galera gay do que com os remanescentes hippies e os neo-hippies do Posto Nove (esta coisa de separar as pessoas por tribos não está com nada, mas a verdade é que estes agrupamentos existem mesmo, fazer o que?).
Mas, enfim, com tanto sol e tantos programas, deixei rotina, obrigações e deveres de lado para me entregar ao... Rio de Janeiro! Sumi até aqui do blog, perceberam?
Na sexta-feira, eu e minha amiga Ana Borges, a Valentina, fomos ao Sesc onde Sérgio Cabral estava autografando seu mais novo livro, Ataulfo Alves, Vida e Obra com direito a roda de samba e a esticada no Café Pub 1930, no Cônego.
Só dei uma folheada, mas deve ser uma delícia de se ler. Tem o texto do Sérgio, que flui leve e, ao mesmo tempo, consistente, verdadeiro, fiel aos fatos, recheado de causos pitorescos e engraçados. Para quem gosta de biografias (e de samba), como eu, é um prato feito.
Conheci Sérgio Cabral no extinto Diário de Notícias, onde ele tinha uma coluna e eu era foca. Naquela época - no tempo do telex, vide o post anterior - os colunistas frequentavam diariamente a redação pois não havia internet nem fax. Bom papo, boa gente, bom colega, Cabral já era grande entendido em MPB ou melhor, em samba e cheguei a participar de rodas de samba regadas a muita caipirinha e feijoada em sua casa. Para mim, que aprendi com meu saudoso irmão Toninho a amar o samba de raiz, as escolas e blocos, os grandes sambistas, a bossa-nova, estes almoços eram uma glória.
De alguns anos para cá, Sérgio Cabral entrou de cabeça nesta empreitada, a de escrever a história da MPB. Desde então, já biografou Antonio Carlos Jobim, Nara Leão, agora o Ataulfo, de quem era, inclusive, amigo pessoal. Seu livro vem cobrir uma grande lacuna, pois não havia quase nada escrito sobre ele até agora e sai justamente no ano em que se comemora seu centenário. E vem mais coisa boa por aí. Sérgio Cabral promete nos entregar até o final do ano, a biografia de Elizeth Cardoso, a Divina. (Foto: Daniel Marcus)

